HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, causada por um tipo viral oncogênico, pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer.Assinale a alternativa que contém o principal órgão atingido por esse câncer na população feminina.
A infecção persistente por tipos de HPV de alto risco oncogênico (principalmente 16 e 18) é a causa necessária para o desenvolvimento do câncer de colo de útero.
O Papilomavírus Humano (HPV) tem um tropismo específico pelo epitélio escamoso, especialmente na zona de transformação do colo uterino. A persistência da infecção por subtipos oncogênicos pode levar a lesões precursoras (NIC) que, se não tratadas, podem progredir para carcinoma invasor.
O câncer de colo de útero é uma neoplasia maligna com um agente etiológico bem estabelecido: a infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco oncogênico. Embora a infecção pelo HPV seja extremamente comum na população sexualmente ativa, a maioria dos casos é transitória e resolvida espontaneamente pelo sistema imune em até dois anos. O processo de carcinogênese ocorre quando a infecção por um tipo de HPV de alto risco (como o 16 ou 18) se torna persistente. As oncoproteínas virais E6 e E7 interferem em proteínas supressoras de tumor do hospedeiro, como p53 e pRb, respectivamente. Essa desregulação do ciclo celular leva ao desenvolvimento de lesões precursoras, conhecidas como neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que podem ser de baixo ou alto grau. Se não diagnosticadas e tratadas, as lesões de alto grau podem progredir para um carcinoma invasor ao longo de vários anos. Devido a essa longa fase pré-clínica, o câncer de colo de útero é altamente prevenível. A prevenção primária é feita através da vacinação contra o HPV, idealmente antes do início da atividade sexual. A prevenção secundária consiste no rastreamento regular com o exame de Papanicolau (citologia oncótica) e/ou testes de HPV, que permitem a detecção e o tratamento das lesões precursoras, impedindo sua progressão para o câncer.
Os tipos 16 e 18 são os principais responsáveis, causando cerca de 70% de todos os casos de câncer cervical. Outros tipos de alto risco oncogênico incluem os tipos 31, 33, 45, 52 e 58.
O rastreamento é realizado principalmente pelo exame de Papanicolau (citologia oncótica), que detecta alterações celulares precursoras. Em mulheres acima de 30 anos, o teste de HPV (detecção de DNA viral de alto risco) pode ser associado ou utilizado como método de rastreio primário.
A vacina é altamente eficaz na prevenção da infecção pelos principais tipos de HPV oncogênicos que ela cobre (como 16 e 18), reduzindo drasticamente o risco. No entanto, ela não cobre todos os tipos oncogênicos existentes, motivo pelo qual o rastreamento citológico continua sendo essencial mesmo para mulheres vacinadas.
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