Câncer de Colo Uterino: Profundidade e Metástase Linfonodal

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Existem muitos fatores de risco para o câncer do colo do útero: primeira relação sexual em idade jovem (menos de 16 anos), múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, raça, paridade elevada, baixa condição socioeconômica e imunossupressão crônica. A respeito do câncer de colo uterino, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A profundidade da lesão é um importante preditor de metástase para linfonodos pélvicos
  2. B) A taxa de falso-negativo da colpocitologia oncótica no câncer invasor é muito baixa
  3. C) Dor pélvica crônica é o sintoma mais comum nas pacientes acima de 50 anos
  4. D) O câncer de colo de útero é uma doença de estadiamento cirúrgico

Pérola Clínica

Câncer de colo uterino: profundidade da invasão é o principal preditor de metástase linfonodal pélvica.

Resumo-Chave

A profundidade da invasão do tumor no estroma cervical é um dos fatores prognósticos mais importantes para o câncer de colo uterino, correlacionando-se diretamente com o risco de metástase para os linfonodos pélvicos. Lesões mais profundas têm maior probabilidade de disseminação linfática.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, fortemente associada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). A prevenção primária (vacinação contra HPV) e secundária (rastreamento com Papanicolau) são pilares fundamentais para o controle da doença. O diagnóstico precoce de lesões pré-invasivas e invasivas é crucial para o sucesso do tratamento. A profundidade da invasão da lesão no estroma cervical é um dos fatores prognósticos mais relevantes para o câncer de colo uterino. Quanto maior a profundidade da invasão, maior o risco de metástase para os linfonodos pélvicos, o que impacta diretamente o estadiamento (classificação FIGO) e a escolha do tratamento. A presença de metástase linfonodal é um indicador de pior prognóstico. Outros pontos importantes incluem que a colpocitologia oncótica, embora excelente para rastreamento, possui uma taxa de falso-negativo considerável para o câncer invasor, exigindo biópsia para confirmação. A dor pélvica crônica geralmente é um sintoma tardio, não o mais comum em pacientes acima de 50 anos, que podem ser assintomáticas ou apresentar sangramento vaginal irregular. Por fim, o câncer de colo uterino é estadiado clinicamente, e não cirurgicamente, embora a cirurgia possa ser parte do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores prognósticos no câncer de colo uterino?

Os principais fatores prognósticos incluem o estadiamento FIGO, o tamanho do tumor, a profundidade da invasão estromal, o status dos linfonodos pélvicos e a presença de invasão de espaço linfovascular.

Qual a taxa de falso-negativo da colpocitologia oncótica no câncer invasor?

A taxa de falso-negativo da colpocitologia oncótica (Papanicolau) para o câncer invasor pode ser significativa, variando de 20% a 50%, o que ressalta a importância da biópsia para confirmação.

O câncer de colo uterino é uma doença de estadiamento cirúrgico?

Não, o câncer de colo uterino é uma doença de estadiamento clínico, baseado em exame físico, exames de imagem e biópsia. A cirurgia pode ser terapêutica, mas não é o método primário de estadiamento para todos os casos.

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