HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Paciente com tumor de colo uterino, estadiado em IA2, qual o tratamento mais indicado?
Câncer colo uterino IA2 → Histerectomia radical + linfadenectomia pélvica é o tratamento padrão.
Para o câncer de colo uterino estadiado como IA2, que é um carcinoma invasivo microscópico com profundidade de invasão estromal entre 3 e 5 mm, o tratamento padrão é a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica. Esta abordagem visa remover o tumor primário e avaliar o envolvimento linfonodal.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, com o estadiamento FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) sendo fundamental para guiar o tratamento. O estágio IA2 representa uma invasão estromal microscópica, mas com maior profundidade do que o IA1, o que justifica uma abordagem terapêutica mais agressiva. O estadiamento do câncer de colo uterino é clínico-cirúrgico e baseado em critérios rigorosos. O estágio IA2, especificamente, refere-se a um carcinoma invasivo com profundidade de invasão estromal de 3 a 5 mm e extensão horizontal menor que 7 mm. A presença de invasão linfovascular, embora não altere o estadiamento, é um fator prognóstico importante. A suspeita diagnóstica geralmente ocorre após um Papanicolau alterado e é confirmada por biópsia. O tratamento padrão para o câncer de colo uterino IA2 é a histerectomia radical (tipo II ou III, dependendo da extensão) com linfadenectomia pélvica bilateral. A radioterapia exclusiva ou quimioterapia não são tratamentos primários para este estágio. A traquelectomia radical pode ser considerada em casos selecionados de pacientes que desejam preservar a fertilidade, mas exige avaliação cuidadosa. A escolha da terapia adjuvante (radioterapia ou quimiorradioterapia) é baseada nos achados anatomopatológicos pós-cirúrgicos, como margens comprometidas ou linfonodos positivos.
O câncer de colo uterino IA2 é um carcinoma invasivo microscópico com profundidade de invasão estromal entre 3 e 5 mm e extensão horizontal menor que 7 mm, sem invasão linfovascular extensa.
A linfadenectomia pélvica é crucial para avaliar a presença de metástases em linfonodos, o que impacta o prognóstico e pode indicar a necessidade de terapia adjuvante, mesmo em estágios iniciais como o IA2.
A traquelectomia radical é uma opção para pacientes jovens com câncer de colo uterino em estágios iniciais (IA1 com invasão linfovascular, IA2 ou IB1) que desejam preservar a fertilidade, desde que os critérios de seleção sejam rigorosamente atendidos.
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