HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Paciente de 36 anos com diagnóstico de câncer de colo uterino estádio IB1. A melhor conduta nesse caso é:
Câncer de colo uterino estádio IB1 → Histerectomia radical + Linfadenectomia pélvica.
O câncer de colo uterino estádio IB1 é uma lesão invasora confinada ao colo, mas já maior que o microinvasor. A conduta padrão ouro é a histerectomia radical (tipo III de Piver-Wertheim) com linfadenectomia pélvica, visando a remoção completa do tumor e dos linfonodos regionais.
O câncer de colo uterino é uma das neoplasias ginecológicas mais comuns, e seu estadiamento preciso é fundamental para determinar a melhor conduta terapêutica. O sistema de estadiamento da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) é universalmente utilizado e é clínico, embora a cirurgia possa fornecer informações adicionais. O estádio IB1 refere-se a um tumor invasor confinado ao colo uterino, visível macroscopicamente, com tamanho ≤ 4 cm em sua maior dimensão. Para pacientes com câncer de colo uterino estádio IB1, a conduta padrão ouro é a cirurgia. Esta consiste em uma histerectomia radical (geralmente tipo III de Piver-Wertheim), que envolve a remoção do útero, dos paramétrios (tecidos laterais ao útero), da porção superior da vagina e, em alguns casos, dos ligamentos uterossacros e cardinais. Complementarmente, é realizada a linfadenectomia pélvica bilateral, que é a remoção dos linfonodos da região pélvica para avaliação de metástases. A escolha da histerectomia radical visa garantir margens cirúrgicas amplas e a remoção de possíveis focos de doença microscópica nos tecidos adjacentes. A linfadenectomia é crucial para o estadiamento patológico e para o controle da doença linfonodal. Em casos selecionados de pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade e com tumores menores, a traquelectomia radical pode ser uma opção, mas a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica permanece a principal abordagem para o estádio IB1.
O estádio IB1 do câncer de colo uterino, segundo a FIGO, refere-se a um tumor invasor confinado ao colo, visível macroscopicamente, com tamanho maior que 5 mm de profundidade e/ou 7 mm de extensão horizontal, mas menor ou igual a 4 cm em sua maior dimensão.
A histerectomia radical visa remover o útero, paramétrios (tecidos ao redor do útero) e porção superior da vagina, garantindo a excisão completa do tumor primário. A linfadenectomia pélvica é realizada para remover os linfonodos regionais, avaliando a presença de metástases e controlando a doença linfonodal.
Para estádios mais avançados (IB2, II, III, IV), a radioterapia com quimioterapia concomitante (quimiorradioterapia) é frequentemente a principal modalidade de tratamento. A cirurgia pode ser considerada em casos selecionados ou como parte de um tratamento multimodal.
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