HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Paciente de 40 anos e com prole constituída foi diagnosticada com câncer de colo uterino no estádio FIGO IIB. Assinale a proposta terapêutica adequada dentre as opções abaixo:
Câncer de colo uterino FIGO IIB (invasão paramétrio) → tratamento padrão é quimiorradioterapia concomitante.
O câncer de colo uterino no estádio FIGO IIB indica que o tumor se estendeu ao paramétrio, mas não atingiu a parede pélvica inferior nem o terço inferior da vagina. Para este estágio, a cirurgia radical (Histerectomia de Wertheim-Meigs) não é a primeira escolha, sendo a quimiorradioterapia concomitante (radioterapia externa + braquiterapia + quimioterapia à base de platina) o tratamento padrão.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica significativa, com o estadiamento FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia) sendo crucial para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. O estádio FIGO IIB é definido pela extensão do tumor ao paramétrio, sem atingir a parede pélvica ou o terço inferior da vagina. Este estágio é considerado localmente avançado e requer uma abordagem terapêutica multimodal. A compreensão precisa do estadiamento é fundamental para todos os profissionais de saúde envolvidos no manejo oncológico. A fisiopatologia do câncer de colo uterino está intrinsecamente ligada à infecção persistente por subtipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). O estadiamento clínico é realizado por exame físico, exames de imagem (ressonância magnética da pelve, tomografia computadorizada) e, por vezes, cistoscopia e retoscopia. No estádio IIB, a invasão do paramétrio é um fator determinante que afasta a cirurgia como tratamento primário, pois a ressecção completa com margens livres se torna mais desafiadora e com maior morbidade. Para o câncer de colo uterino estádio FIGO IIB, o tratamento padrão e de escolha é a quimiorradioterapia concomitante. Esta modalidade combina radioterapia externa pélvica para tratar o tumor primário e os linfonodos regionais, braquiterapia para fornecer uma dose de radiação de alta intensidade diretamente ao tumor e quimioterapia sistêmica (geralmente cisplatina semanal) que atua como radiossensibilizador. Essa combinação demonstrou melhorar significativamente as taxas de controle local e sobrevida em comparação com a radioterapia isolada. A cirurgia pode ser considerada em casos selecionados de doença residual pós-quimiorradioterapia ou para manejo de complicações, mas não como tratamento primário.
O estadiamento FIGO IIB indica que o tumor de colo uterino se estendeu ao paramétrio (tecido conjuntivo ao redor do útero), mas sem atingir a parede pélvica ou o terço inferior da vagina. Este estágio é considerado localmente avançado.
O tratamento padrão para o câncer de colo uterino em estádio FIGO IIB é a quimiorradioterapia concomitante. Isso envolve radioterapia externa pélvica, braquiterapia (radioterapia interna) e quimioterapia à base de platina (geralmente cisplatina) administrada semanalmente durante a radioterapia externa.
A cirurgia radical, como a Histerectomia de Wertheim-Meigs, é geralmente reservada para estágios iniciais (IA1 a IIA1) sem invasão do paramétrio. No estádio IIB, a invasão do paramétrio torna a cirurgia mais complexa, com maior risco de margens positivas e morbidade, sendo a quimiorradioterapia mais eficaz para erradicar a doença localmente avançada.
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