HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Paciente de 25 anos de idade, nuligesta, com tumor macroscópico de colo uterino de 4 cm de diâmetro. À colposcopia, não foi evidenciada invasão de fórnices vaginais e, ao toque retal, apresenta paramétrios livres, foi realizada ressonância magnética da pelve que excluiu a possibilidade de invasão vesical e retal, mas evidenciou nítida invasão parametrial bilateral proximal, sem comprometimento de vias urinárias. A conduta recomendada é a
Câncer de colo uterino com invasão parametrial (Estádio IIB) → Quimiorradioterapia concomitante.
A invasão parametrial bilateral proximal no câncer de colo uterino classifica a doença como Estádio IIB (FIGO). Nesses casos, a conduta padrão é a quimiorradioterapia concomitante, que oferece melhor controle local e sobrevida do que a cirurgia isolada.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, e seu estadiamento é crucial para definir a conduta terapêutica. A classificação é feita pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), predominantemente clínica, embora exames de imagem como a ressonância magnética ajudem a refinar a avaliação. A presença de invasão parametrial, como descrito na questão, caracteriza o Estádio IIB, indicando uma doença localmente avançada. Compreender os critérios de estadiamento é fundamental para a prática clínica e para as provas de residência. No Estádio IIB, a doença já se estendeu além do útero, mas não atingiu a parede pélvica inferior ou o terço inferior da vagina. A invasão parametrial é um fator prognóstico importante. A fisiopatologia envolve a disseminação do tumor para os tecidos adjacentes ao útero, o que torna a cirurgia isolada menos eficaz devido ao risco de doença residual. O diagnóstico é baseado em biópsia e o estadiamento é clínico, com auxílio de exames de imagem para avaliar a extensão da doença. A conduta terapêutica padrão para o câncer de colo uterino Estádio IIB é a quimiorradioterapia concomitante. Este tratamento combina radioterapia pélvica externa (para o tumor primário e linfonodos regionais) com quimioterapia sensibilizante (geralmente cisplatina), seguida de braquiterapia (radioterapia interna de alta dose no colo uterino). Essa abordagem demonstrou ser superior à radioterapia isolada ou à cirurgia para o controle da doença localmente avançada, melhorando as taxas de sobrevida e controle local. A cirurgia radical (histerectomia de Wertheim-Meigs) é reservada para estádios iniciais (IA1 a IIA1) ou para casos selecionados de doença residual após quimiorradioterapia.
O câncer de colo uterino com invasão parametrial, seja unilateral ou bilateral, é classificado como Estádio IIB de acordo com a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO).
A conduta padrão para o câncer de colo uterino Estádio IIB é a quimiorradioterapia concomitante, que inclui radioterapia pélvica externa associada à quimioterapia sensibilizante (geralmente cisplatina) e braquiterapia.
A cirurgia radical (histerectomia de Wertheim-Meigs) não é a primeira opção para o Estádio IIB devido à alta taxa de margens positivas e à maior morbidade em comparação com a quimiorradioterapia, que oferece melhor controle local e sobrevida para a doença localmente avançada.
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