Câncer de Colo Uterino: Estadiamento e Tratamento Ideal

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 30 anos. G=1, P=1, com desejo reprodutivo foi encaminhada ao ambulatório de ginecologia devido à queixa de sangramento vaginal intermitente e sinusorragia. Ao exame ginecológico foi evidenciada lesão vegetante friável no colo do útero de 4 cm e paramétrio esquerdo comprometido pela doença (toque retal). Os exames de imagem confirmaram o estadiamento clínico da doença. Qual o tipo histológico mais comum e o tratamento que deverá ser proposto?

Alternativas

  1. A) Carcinoma espinocelular de colo - traquelectomia
  2. B) Adenocarcinoma de colo - quimioterapia exclusiva
  3. C) Carcinoma espinocelular de colo - radioterapia + quimioterapia
  4. D) Adenocarcinoma de colo - histerectomia radical modificada (Wertheim- Meigs)

Pérola Clínica

Câncer de colo uterino com paramétrio comprometido (estádio IIB) → Carcinoma espinocelular + Radioterapia + Quimioterapia.

Resumo-Chave

O carcinoma espinocelular é o tipo histológico mais comum de câncer de colo uterino. O comprometimento do paramétrio (estádio IIB) indica doença localmente avançada, para a qual o tratamento padrão é a quimiorradioterapia concomitante, não sendo cirúrgico.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, principalmente associada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). A detecção precoce através do rastreamento com Papanicolau é fundamental para identificar lesões pré-malignas e câncer em estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. A epidemiologia mostra maior incidência em países em desenvolvimento. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células escamosas ou glandulares do colo uterino, com o carcinoma espinocelular sendo o tipo histológico mais frequente (cerca de 80%). O diagnóstico é confirmado por biópsia da lesão. O estadiamento clínico é crucial para definir a conduta terapêutica, sendo o comprometimento paramétrico um marco importante que classifica a doença como localmente avançada (estádio IIB pela FIGO). Para estádios iniciais (IA1 a IIA1), o tratamento pode ser cirúrgico (conização, histerectomia radical). No entanto, para doença localmente avançada, como no caso de comprometimento paramétrico (estádio IIB), o tratamento de escolha é a quimiorradioterapia concomitante, que oferece melhores resultados de sobrevida. É vital que residentes compreendam a importância do estadiamento preciso para a escolha terapêutica correta.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do câncer de colo uterino?

Os sintomas mais comuns incluem sangramento vaginal anormal (intermenstrual, pós-coito, pós-menopausa), sinusorragia e corrimento vaginal fétido. Em estágios avançados, pode haver dor pélvica e sintomas urinários/intestinais.

Como é feito o estadiamento do câncer de colo uterino?

O estadiamento é clínico, baseado no exame físico (toque vaginal e retal), exames de imagem (ressonância magnética, tomografia) e biópsia. A classificação mais utilizada é a da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia).

Qual o tratamento para câncer de colo uterino com comprometimento paramétrico?

Para o câncer de colo uterino com comprometimento paramétrico (estádio IIB), o tratamento padrão é a quimiorradioterapia concomitante, que combina radioterapia externa, braquiterapia e quimioterapia à base de cisplatina.

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