Câncer de Colo Uterino IA2: Tratamento Cirúrgico Essencial

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015

Enunciado

No que se refere aos tipos de câncer ginecológico e às suas lesões precursoras, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) O tratamento cirúrgico indicado para o câncer de colo uterino com estadiamento IA2 é a histerectomia total ampliada (Piver III) e a linfadenectomia pélvica
  2. B) Na propedêutica pré-operatória do câncer de endométrio, a ressonância nuclear magnética com contraste é considerada superior à tomografia computadorizada, visto que permite melhor avaliação da extensão tumoral e da invasão locorregional, além de oferecer informações importantes para o delineamento da estratégia cirúrgica adequada
  3. C) O HPV apresenta forte relação com a neoplasia intraepitelial vulvar do tipo diferenciado (não-basaloide)
  4. D) Os tumores ovarianos germinativos do tipo seio endodérmico (Yolk Sac) apresentam elevação sérica de betaHCG e alfafetoproteína

Pérola Clínica

Câncer colo uterino IA2 → Histerectomia radical (Piver III) + linfadenectomia pélvica.

Resumo-Chave

O estadiamento IA2 do câncer de colo uterino indica invasão estromal entre 3 e 5 mm de profundidade e extensão horizontal menor que 7 mm. Nesses casos, a cirurgia radical com linfadenectomia é essencial para garantir margens livres e avaliar o comprometimento linfonodal, impactando diretamente o prognóstico.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma das neoplasias ginecológicas mais comuns, com forte associação ao HPV. Seu estadiamento, predominantemente clínico, é crucial para definir a conduta terapêutica. A compreensão das nuances entre os subestágios iniciais, como IA1 e IA2, é fundamental para a prática clínica e para provas de residência. O estadiamento IA2, que envolve uma invasão estromal de 3 a 5 mm de profundidade, já exige uma abordagem cirúrgica mais agressiva do que o IA1. A histerectomia radical (Piver III), que inclui a remoção dos paramétrios e do terço superior da vagina, juntamente com a linfadenectomia pélvica, é o tratamento padrão. Essa extensão da cirurgia visa controlar a doença local e regional, minimizando o risco de recorrência. É importante diferenciar as lesões precursoras e a relação com o HPV, que está associado ao tipo usual de neoplasia intraepitelial vulvar (VIN), e não ao tipo diferenciado. Além disso, o conhecimento dos marcadores tumorais em tumores ovarianos germinativos, como a alfafetoproteína para tumores de seio endodérmico, é essencial para o diagnóstico e acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre estadiamento IA1 e IA2 no câncer de colo uterino?

IA1 é invasão estromal < 3 mm de profundidade e < 7 mm de extensão horizontal. IA2 é invasão estromal entre 3 e 5 mm de profundidade e < 7 mm de extensão horizontal.

Por que a histerectomia radical é indicada para câncer de colo uterino IA2?

A histerectomia radical (Piver III) é necessária para remover o útero, paramétrios e terço superior da vagina, garantindo margens adequadas e abordando o risco de disseminação locorregional, que é maior no IA2.

Quais marcadores tumorais são elevados em tumores de seio endodérmico?

Os tumores de seio endodérmico (Yolk Sac) são caracterizados pela elevação sérica da alfafetoproteína (AFP). O betaHCG é mais associado a coriocarcinomas.

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