AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
R.S.F, 42 anos, apresentou citologia cervical colhida como rastreio com resultado ASC-H. Diz que não realizava o exame citológico de Papanicolaou desde o pré-natal de sua última filha, 15 anos atrás. Foi encaminhada para avaliação colposcópica com biópsia, a qual diagnosticou uma lesão invasiva do colo uterino. Ela negava quaisquer queixas, exceto por episódios esporádicos de sinusiorragia. Acerca do caso exposto, considere as seguintes afirmações: I - A histologia mais provável para o tumor dessa paciente, considerando a epidemiologia da doença, é o adenocarcinoma de colo uterino. II - Por meio do exame pélvico retovaginal, é possível se estimar o estadiamento do tumor de acordo com provável acometimento limitado ao colo ou com comprometimento da vagina ou paramétrio; se disponíveis, exames complementares, como a tomografia computadorizada, permitem um estadiamento mais preciso ao identificar suspeita de acometimento linfático, e a última edição do estadiamento da FIGO prevê a avaliação de comprometimento linfonodal como critério a ser avaliado.III - Se a paciente tiver uma lesão microscópica, uma conização é indicada para confirmar a profundidade de invasão e o estadiamento. IV - Alguns casos iniciais, microinvasores, podem necessitar apenas da conização cervical como tratamento, não sendo necessária histerectomia subsequente, preservando, assim, a fertilidade da paciente. V - Lesões invasivas do colo uterino exigem, para o seu tratamento, a realização de histerectomia radical, com ressecção de paramétrios e linfadenectomia, mesmo nos casos iniciais, já que o acometimento dos linfonodos é quase universal. Assinale a alternativa CORRETA:
Carcinoma escamoso é o tipo histológico mais comum de câncer de colo uterino; estadiamento FIGO é clínico, mas exames complementares auxiliam.
O carcinoma escamoso é o tipo histológico mais frequente do câncer de colo uterino. O estadiamento da FIGO é primariamente clínico, mas exames de imagem e avaliação linfonodal são cruciais para o planejamento terapêutico, e a conização pode ser curativa em lesões microinvasoras.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna que afeta o colo do útero, sendo o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo. Sua principal causa é a infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento por citologia cervical (Papanicolaou) é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-cancerígenas e invasoras, permitindo um tratamento mais eficaz e com melhores prognósticos. A histologia mais comum do câncer de colo uterino é o carcinoma escamoso (aproximadamente 80%), seguido pelo adenocarcinoma (15-20%). O estadiamento da doença é realizado pela Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), sendo predominantemente clínico, embora exames de imagem e avaliação linfonodal tenham ganhado importância nas edições mais recentes para auxiliar no planejamento terapêutico. O exame pélvico retovaginal é crucial para avaliar a extensão local do tumor. O tratamento do câncer de colo uterino depende do estadiamento. Para lesões microinvasoras (estágio IA1), a conização cervical pode ser suficiente como tratamento definitivo, preservando a fertilidade. Em estágios mais avançados, a histerectomia radical com linfadenectomia pélvica é a abordagem cirúrgica padrão, frequentemente combinada com radioterapia e quimioterapia. É vital que residentes compreendam a importância do rastreamento, o estadiamento preciso e as opções terapêuticas para oferecer o melhor cuidado às pacientes.
O carcinoma escamoso é o tipo histológico mais comum de câncer de colo uterino, representando cerca de 80% dos casos. O adenocarcinoma é o segundo mais frequente, correspondendo a 15-20%.
O estadiamento da FIGO para câncer de colo uterino é primariamente clínico, baseado em exame físico (toque vaginal e retal), colposcopia e biópsia. Exames de imagem como TC, RM e PET-CT podem complementar a avaliação, especialmente para identificar acometimento linfonodal e metástases à distância.
A conização cervical pode ser curativa em casos de lesões microinvasoras (estágio IA1), onde a profundidade de invasão é limitada e as margens cirúrgicas estão livres. Isso permite a preservação da fertilidade em pacientes selecionadas.
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