UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 59a, G7P4A3, comparece à Unidade Básica de Saúde para coleta de exame de colpocitologia oncológica. Antecedentes: método anticoncepcional: laqueadura, menopausa aos 50 anos, última citologia oncótica de colo uterino há 10 anos. Exame ginecológico: especular=colo aumentado de tamanho, ulcerado, friável, com vascularização aumentada e área sangrante; toque vaginal=colo de 4cm móvel, útero de tamanho normal e anexos livres. Toque retal=mucosa lisa e deslizante, paramétrios livres.A CONDUTA É:
Colo uterino ulcerado, friável, sangrante → Alta suspeita de câncer invasivo → Biópsia para diagnóstico.
A presença de um colo uterino aumentado, ulcerado, friável e sangrante ao exame especular, especialmente em uma paciente com rastreamento inadequado, é um sinal de alerta para câncer invasivo de colo uterino. A conduta imediata e essencial é a realização de biópsia dirigida da lesão para confirmação histopatológica e posterior estadiamento.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, cuja prevenção e detecção precoce são pilares da saúde da mulher. A citologia oncótica (Papanicolau) é a principal ferramenta de rastreamento, mas a falha em realizar exames regulares, como no caso apresentado, aumenta o risco de diagnóstico em estágios mais avançados. Residentes devem estar aptos a identificar sinais clínicos sugestivos de doença invasiva. A apresentação clínica de um colo uterino aumentado, ulcerado, friável e sangrante ao toque ou especular é um forte indicativo de câncer invasivo. Nesses casos, a prioridade diagnóstica não é repetir a citologia, mas sim realizar uma biópsia dirigida da lesão para obter a confirmação histopatológica. O toque vaginal e retal são essenciais para avaliar a mobilidade do colo e a possível extensão da doença para os paramétrios, o que é crucial para o estadiamento clínico. Para residentes, é fundamental compreender que, diante de uma lesão macroscópica suspeita, a biópsia é o passo mais importante. Após a confirmação histopatológica, o estadiamento completo, que pode incluir exames de imagem, definirá o plano terapêutico, que pode envolver cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. A detecção precoce de lesões pré-invasivas e o manejo adequado das lesões invasivas são essenciais para melhorar o prognóstico das pacientes.
Achados como colo uterino aumentado, endurecido, ulcerado, friável, com sangramento ao toque ou vascularização anormal, especialmente em pacientes com rastreamento irregular, são altamente sugestivos de câncer invasivo.
O próximo passo é a realização de uma biópsia dirigida da lesão, preferencialmente guiada por colposcopia, para obter material para exame histopatológico e confirmar o diagnóstico.
O toque retal é crucial para avaliar a extensão da doença, especialmente a invasão dos paramétrios e do reto, que são fatores importantes para o estadiamento clínico do câncer de colo uterino.
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