Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Paciente com 42 anos, último exame citológico há 6 anos. Procurou assistência devido ao fato de estar apresentando sangramento após todas a relações sexuais e dor discreta há 04 meses, e ainda, metrorragia há 2 meses. Durante o exame ginecológico evidenciou-se colo volumoso, endurecido, com áreas de sangramento que ocupa o terço superior da vagina. Paciente não permitiu realização do toque retal. O diagnóstico provável, o exame mais adequado e o tratamento mais indicado nesse caso são, respectivamente:
Sangramento pós-coito + colo endurecido/volumoso → Suspeita alta de câncer cervical. Biópsia é essencial para diagnóstico.
A paciente apresenta sintomas clássicos de câncer de colo uterino avançado, como sangramento pós-coito e metrorragia, associados a um achado de colo endurecido e volumoso. A biópsia é crucial para confirmar o diagnóstico histopatológico, e o tratamento cirúrgico radical é uma opção para estágios iniciais/intermediários.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna que se origina no epitélio cervical, sendo o quarto tipo de câncer mais comum em mulheres no mundo. Sua principal causa é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O rastreamento citopatológico (Papanicolau) é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas, permitindo tratamento antes da progressão para câncer invasivo. A suspeita diagnóstica surge com sintomas como sangramento pós-coito, metrorragia, dor pélvica e achados no exame ginecológico, como colo volumoso, endurecido e friável. A confirmação é feita por biópsia do colo uterino, que define o tipo histopatológico e o grau de invasão. O estadiamento clínico, que pode incluir exames de imagem, é crucial para determinar a extensão da doença. O tratamento varia conforme o estágio da doença. Para estágios iniciais, a cirurgia (histerectomia radical com linfadenectomia pélvica) é a principal modalidade. Em estágios mais avançados, a radioterapia e a quimioterapia concomitantes são as opções preferenciais. O prognóstico está diretamente relacionado ao estágio da doença no momento do diagnóstico.
Os principais sinais de alerta incluem sangramento vaginal anormal, especialmente após relações sexuais (sangramento pós-coito), metrorragia, dor pélvica e corrimento vaginal com odor fétido.
A biópsia do colo uterino é o exame definitivo para confirmar o diagnóstico de câncer cervical, fornecendo o tipo histopatológico e o grau da lesão. A citologia oncótica é um exame de rastreamento, não diagnóstico.
A histerectomia radical é indicada para estágios iniciais do câncer de colo uterino, geralmente IA2 a IIA, dependendo da extensão da doença e da presença de fatores de risco. Pode ser acompanhada de linfadenectomia pélvica.
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