Câncer de Colo Uterino: Diagnóstico e Manejo

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Paciente com 40 anos e não faz seu exame preventivo do câncer do colo do útero há dez anos. Há 02 meses está apresentando sangramento vaginal acíclico, intermitente, maior após a relação sexual e procurou médico hoje. Durante o exame ginecológico, evidenciou-se colo volumoso, endurecido, com áreas de sangramento que ocupa o terço superior da vagina. Ao toque retal, o paramétrio esquerdo é endurecido, tenso até a parede pélvica. O diagnóstico provável, o exame mais adequado e o tratamento mais indicado neste caso são:

Alternativas

  1. A) Doença inflamatória pélvica e herpes genital que a comete o terço superior da vagina e colo, internar, iniciar antibióticos sistêmicos e aciclovir venoso, bem como programar a cirurgia em 08horas após antibiótico.
  2. B) Endometriose pélvica do compartimento anterior, realizar ultrassonografia com preparo e iniciar análogos de GnRH para coibir o sangramento e tratar a causa base.
  3. C) Mioma cervical e ligamentar, realizar ultrassonografia com preparo e iniciar análogos de GnRH para coibir o sangramento e realizar histerectomia total vaginal.
  4. D) Neoplasia do colo uterino, biopsia do colo e/ou vagina pode ser orientada por colposcopia, quimioirradiação.

Pérola Clínica

Sangramento pós-coito + colo endurecido/volumoso + invasão parametrial → Câncer de colo uterino avançado.

Resumo-Chave

A apresentação clínica com sangramento vaginal irregular, pós-coito, e achados de exame físico como colo volumoso, endurecido e invasão parametrial são altamente sugestivos de câncer de colo uterino avançado. A biópsia é fundamental para o diagnóstico histopatológico, e o tratamento para estágios avançados é geralmente quimioirradiação.

Contexto Educacional

O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, especialmente em mulheres com rastreamento inadequado. A infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV é o principal fator etiológico. A detecção precoce através do exame preventivo (Papanicolau) é crucial para o sucesso do tratamento, mas a falta de adesão ao rastreamento ainda é um problema significativo. A apresentação clínica clássica inclui sangramento vaginal anormal, como pós-coito, intermenstrual ou pós-menopausa. Em estágios avançados, pode haver dor pélvica, sintomas urinários ou intestinais e, como no caso, invasão de estruturas adjacentes como os paramétrios, que indica doença localmente avançada. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia do colo uterino, geralmente guiada por colposcopia. O tratamento depende do estágio da doença. Para estágios iniciais, a cirurgia (histerectomia radical) pode ser curativa. Em casos de doença localmente avançada, como a invasão parametrial, a quimioirradiação concomitante (radioterapia externa associada à quimioterapia com cisplatina) é o tratamento de escolha, visando o controle local da doença e a melhora da sobrevida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alerta para câncer de colo uterino?

Os principais sinais de alerta incluem sangramento vaginal anormal (pós-coito, intermenstrual, pós-menopausa), dor pélvica e corrimento vaginal fétido. Em estágios avançados, pode haver sintomas urinários ou intestinais.

Como é feito o estadiamento do câncer de colo uterino?

O estadiamento do câncer de colo uterino é predominantemente clínico, baseado em exame físico, biópsia, exames de imagem (ressonância magnética, tomografia) e cistoscopia/retossigmoidoscopia, conforme a extensão da doença.

Qual o tratamento indicado para câncer de colo uterino com invasão parametrial?

Para câncer de colo uterino com invasão parametrial (estágio IIB ou superior), o tratamento de escolha é a quimioirradiação concomitante, que combina radioterapia externa com quimioterapia à base de cisplatina.

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