Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Paciente com 40 anos e não faz seu exame preventivo do câncer do colo do útero há dez anos. Há 02 meses está apresentando sangramento vaginal acíclico, intermitente, maior após a relação sexual e procurou médico hoje. Durante o exame ginecológico, evidenciou-se colo volumoso, endurecido, com áreas de sangramento que ocupa o terço superior da vagina. Ao toque retal, o paramétrio esquerdo é endurecido, tenso até a parede pélvica. O diagnóstico provável, o exame mais adequado e o tratamento mais indicado neste caso são:
Sangramento pós-coito + colo endurecido/volumoso + invasão parametrial → Câncer de colo uterino avançado.
A apresentação clínica com sangramento vaginal irregular, pós-coito, e achados de exame físico como colo volumoso, endurecido e invasão parametrial são altamente sugestivos de câncer de colo uterino avançado. A biópsia é fundamental para o diagnóstico histopatológico, e o tratamento para estágios avançados é geralmente quimioirradiação.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia ginecológica comum, especialmente em mulheres com rastreamento inadequado. A infecção persistente por subtipos oncogênicos do HPV é o principal fator etiológico. A detecção precoce através do exame preventivo (Papanicolau) é crucial para o sucesso do tratamento, mas a falta de adesão ao rastreamento ainda é um problema significativo. A apresentação clínica clássica inclui sangramento vaginal anormal, como pós-coito, intermenstrual ou pós-menopausa. Em estágios avançados, pode haver dor pélvica, sintomas urinários ou intestinais e, como no caso, invasão de estruturas adjacentes como os paramétrios, que indica doença localmente avançada. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia do colo uterino, geralmente guiada por colposcopia. O tratamento depende do estágio da doença. Para estágios iniciais, a cirurgia (histerectomia radical) pode ser curativa. Em casos de doença localmente avançada, como a invasão parametrial, a quimioirradiação concomitante (radioterapia externa associada à quimioterapia com cisplatina) é o tratamento de escolha, visando o controle local da doença e a melhora da sobrevida.
Os principais sinais de alerta incluem sangramento vaginal anormal (pós-coito, intermenstrual, pós-menopausa), dor pélvica e corrimento vaginal fétido. Em estágios avançados, pode haver sintomas urinários ou intestinais.
O estadiamento do câncer de colo uterino é predominantemente clínico, baseado em exame físico, biópsia, exames de imagem (ressonância magnética, tomografia) e cistoscopia/retossigmoidoscopia, conforme a extensão da doença.
Para câncer de colo uterino com invasão parametrial (estágio IIB ou superior), o tratamento de escolha é a quimioirradiação concomitante, que combina radioterapia externa com quimioterapia à base de cisplatina.
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