UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do parágrafo abaixo. Paciente de 42 anos, casada e com 3 filhos, em uso de DIU de cobre, veio à consulta com queixas de sangramento intermitente. Informou ter realizado a última revisão ginecológica há 5 anos (em atraso devido à pandemia). Ao exame físico, a pressão arterial era de 130/85 mmHg, o peso, de 60 kg, e a altura, de 168 cm; mamas, abdômen e vulva não apresentaram particularidades. O exame especular indicou colo com lesão de aspecto tumoral, medindo 1 cm. Foi realizada .......... . Com base no resultado, .......... , foi indicada .......... .
Lesão tumoral visível no colo uterino → biópsia para diagnóstico histopatológico e estadiamento se carcinoma invasor.
Diante de uma lesão tumoral visível no colo uterino, a conduta inicial é a realização de biópsia para obtenção de diagnóstico histopatológico. Se o resultado confirmar um carcinoma invasor, o próximo passo crucial é o estadiamento da doença, que determinará a extensão do câncer e guiará o plano terapêutico adequado, que pode variar de cirurgia a radioterapia e quimioterapia.
O câncer de colo uterino é uma neoplasia maligna que, embora prevenível e curável em estágios iniciais, ainda representa um desafio de saúde pública, especialmente em regiões com acesso limitado ao rastreamento. A apresentação clínica mais comum é o sangramento uterino anormal, como sangramento intermenstrual ou pós-coito. No caso de uma lesão tumoral visível no colo uterino, a suspeita de câncer invasor é alta, e a conduta deve ser imediata e direcionada ao diagnóstico histopatológico. Diante de uma lesão macroscópica, a coleta de material para exame citopatológico (Papanicolau) ou a colposcopia isolada são insuficientes para o diagnóstico definitivo de invasão. A biópsia da lesão é o procedimento mandatório para obter tecido para análise histopatológica. Este exame confirmará se a lesão é um carcinoma invasor (geralmente carcinoma epidermoide ou adenocarcinoma) e fornecerá informações sobre o grau de diferenciação celular, que são cruciais para o planejamento terapêutico. Uma vez confirmado o diagnóstico de carcinoma invasor, o passo subsequente e de extrema importância é a realização do estadiamento clínico. O estadiamento do câncer de colo uterino é predominantemente clínico, embora exames de imagem (tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-CT) sejam utilizados para avaliar a extensão da doença, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases à distância. O estadiamento correto é fundamental para determinar o prognóstico e guiar a escolha do tratamento, que pode incluir cirurgia (histerectomia radical, traquelectomia), radioterapia, quimioterapia ou uma combinação dessas modalidades. A adesão ao rastreamento citopatológico regular é a melhor forma de prevenção secundária, permitindo a detecção e tratamento de lesões pré-invasivas antes que progridam para câncer invasor.
A biópsia é crucial para obter o diagnóstico histopatológico definitivo, confirmando a presença de carcinoma invasor e determinando o tipo histológico. Isso é fundamental para diferenciar de lesões pré-invasivas e planejar o tratamento adequado.
O próximo passo é a realização do estadiamento clínico completo, que envolve exames de imagem (TC, RM, PET-CT) e, por vezes, exames complementares para avaliar a extensão da doença (invasão local, linfonodal, metástases à distância). O estadiamento guia a escolha da terapia.
O principal fator de risco é a infecção persistente por subtipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). Outros fatores incluem início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, tabagismo, imunossupressão e baixa adesão ao rastreamento citopatológico.
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