Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
O câncer de colo uterino ainda é o câncer ginecológico mais comum nas mulheres brasileiras, a despeito dos avanços da prevenção através das vacinas nas últimas décadas. Continua sendo um desafio para toda sociedade diminuir a incidência desse câncer para alcançar níveis de países desenvolvidos. Sobre o câncer de colo uterino, está CORRETO afirmar:
Câncer de colo uterino: Invasão angiolinfática = mau prognóstico devido à disseminação local e à distância.
A disseminação do câncer de colo uterino ocorre primariamente por contiguidade, invadindo estruturas adjacentes. A presença de invasão angiolinfática, onde células tumorais penetram capilares sanguíneos e canais linfáticos, é um indicador de mau prognóstico, pois aumenta significativamente o risco de metástases linfonodais e à distância.
O câncer de colo uterino permanece como um desafio de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento, apesar dos avanços na prevenção primária (vacinação contra HPV) e secundária (rastreamento citopatológico). A compreensão de sua história natural, estadiamento e fatores prognósticos é fundamental para o manejo adequado. A maioria dos casos é causada pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). O carcinoma de células escamosas é o tipo histológico mais comum, seguido pelo adenocarcinoma. A disseminação do câncer de colo uterino ocorre de diversas formas. Inicialmente, o tumor cresce localmente por contiguidade, invadindo o estroma cervical e, posteriormente, estruturas adjacentes como o paramétrio, vagina, bexiga e reto. A disseminação linfática é crucial, com metástases para os linfonodos pélvicos e, em estádios mais avançados, para os linfonodos para-aórticos. A disseminação hematogênica para órgãos distantes é menos comum, mas pode ocorrer, afetando principalmente pulmões, fígado e ossos. A presença de invasão angiolinfática, que significa a detecção de células tumorais em vasos sanguíneos ou linfáticos, é um fator prognóstico de extrema importância, indicando um risco significativamente maior de metástases linfonodais e à distância, e, consequentemente, um pior prognóstico. O estadiamento do câncer de colo uterino é clínico, utilizando a classificação da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO). O tratamento varia conforme o estádio, podendo incluir cirurgia (conização, histerectomia radical), radioterapia (externa e braquiterapia) e quimioterapia. Para estádios iniciais (IA1 sem invasão angiolinfática), a conização pode ser suficiente. Em estádios mais avançados, a radioterapia com quimioterapia concomitante é frequentemente a opção principal. A afirmação de que a invasão angiolinfática é um indicador de mau prognóstico é correta e reflete a agressividade biológica do tumor, guiando decisões terapêuticas mais intensivas para pacientes com essa característica.
O câncer de colo uterino se dissemina principalmente por contiguidade, invadindo o estroma cervical, paramétrio, vagina e bexiga/reto. Além disso, pode ocorrer disseminação linfática para linfonodos pélvicos e para-aórticos, e disseminação hematogênica para órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos, embora esta seja menos comum em estádios iniciais.
A invasão angiolinfática refere-se à presença de células tumorais em vasos sanguíneos ou linfáticos dentro do tumor primário. Sua presença é um fator de mau prognóstico, pois indica que o tumor tem maior potencial de se disseminar para linfonodos regionais e para sítios distantes, aumentando o risco de recidiva e diminuindo a sobrevida.
O carcinoma de células escamosas é o tipo histológico mais comum, representando cerca de 70-80% dos casos. O adenocarcinoma representa 15-20%. A vacinação contra o HPV é altamente eficaz na prevenção das infecções pelos tipos de HPV de alto risco (principalmente 16 e 18), que são responsáveis pela maioria dos carcinomas de células escamosas e adenocarcinomas, levando a uma redução significativa na incidência de ambos os tipos.
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