Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Qual o tipo histológico mais comum do câncer de canal anal?
Câncer de canal anal = Carcinoma epidermoide (90% dos casos), associado a HPV.
O carcinoma epidermoide (ou de células escamosas) é o tipo histológico mais comum de câncer de canal anal, representando cerca de 90% dos casos. Sua etiologia está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV).
O câncer de canal anal é uma neoplasia relativamente rara, mas cuja incidência tem aumentado, especialmente em populações de risco. A compreensão de sua histologia e fatores etiológicos é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. O tipo histológico predominante do câncer de canal anal é o carcinoma epidermoide (ou carcinoma de células escamosas), que representa aproximadamente 90% dos casos. Este tipo de câncer está fortemente associado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), particularmente os subtipos de alto risco 16 e 18. Outros tipos histológicos, como adenocarcinoma e carcinoma mucinoso, são menos comuns e geralmente se originam de glândulas anais ou da transição retal. O diagnóstico precoce é crucial e baseia-se na suspeita clínica, exame físico, anuscopia e biópsia. O tratamento padrão para a maioria dos carcinomas epidermoides de canal anal é a quimiorradioterapia concomitante, que oferece altas taxas de cura e permite a preservação do esfíncter anal. A cirurgia (ressecção abdominoperineal) é geralmente reservada para casos de falha terapêutica ou doença residual.
Os principais fatores de risco incluem infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), imunossupressão (HIV/AIDS, transplantados), tabagismo, múltiplos parceiros sexuais e história de câncer de colo do útero, vulva ou vagina.
Os sintomas podem incluir sangramento retal, dor anal, sensação de massa ou nódulo na região anal, prurido anal, alteração do hábito intestinal e secreção anal. Muitos sintomas são inespecíficos e podem ser confundidos com doenças benignas.
O diagnóstico é feito por exame físico (toque retal), anuscopia e biópsia da lesão suspeita. O tratamento padrão para a maioria dos carcinomas epidermoides é a quimiorradioterapia concomitante, com cirurgia reservada para casos selecionados ou doença residual/recorrente.
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