UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Assinale a assertiva correta sobre câncer de canal anal.
Câncer de canal anal: ↑ risco em imunossuprimidos (HIV, transplantados) e associado ao HPV.
O câncer de canal anal é predominantemente um carcinoma espinocelular, fortemente associado à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) e condições de imunossupressão, como infecção por HIV e uso de imunossupressores em receptores de transplantes de órgãos sólidos. A imunossupressão dificulta a eliminação do HPV e aumenta o risco de malignidade.
O câncer de canal anal é uma neoplasia relativamente rara, representando cerca de 1-2% de todos os cânceres colorretais. A grande maioria dos casos (aproximadamente 80-90%) é de carcinoma espinocelular, com uma forte associação etiológica com a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os subtipos de alto risco (HPV-16 e HPV-18). Outros fatores de risco incluem infecção por HIV, imunossupressão (como em receptores de transplantes de órgãos sólidos), tabagismo e múltiplos parceiros sexuais. A fisiopatologia envolve a persistência da infecção por HPV nas células anais, levando a displasia e, eventualmente, à transformação maligna. A imunossupressão, seja por HIV ou medicamentos, dificulta a depuração viral e a vigilância imunológica contra células pré-malignas. Os sintomas podem incluir sangramento retal, dor anal, prurido, massa palpável e alteração do hábito intestinal. O diagnóstico é feito por biópsia da lesão suspeita. O tratamento padrão para a maioria dos carcinomas espinocelulares de canal anal é a quimiorradioterapia concomitante (protocolo de Nigro), que tem altas taxas de cura e permite a preservação do esfíncter anal. A cirurgia (ressecção abdominoperineal) é geralmente reservada para casos de falha do tratamento inicial ou doença residual/recorrente. O prognóstico depende do estágio da doença ao diagnóstico.
O principal fator de risco viral é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco como o HPV-16 e HPV-18, que são responsáveis pela maioria dos casos de carcinoma espinocelular anal.
Receptores de transplantes de órgãos sólidos utilizam medicamentos imunossupressores para prevenir a rejeição do órgão, o que compromete a capacidade do sistema imunológico de combater infecções virais como o HPV, aumentando o risco de desenvolvimento de neoplasias.
O tratamento de escolha para a maioria dos casos de câncer de canal anal é a quimiorradioterapia concomitante (protocolo de Nigro), que oferece altas taxas de cura e preservação do esfíncter anal, evitando a colostomia permanente.
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