IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Paciente de 56 anos, tabagista de 80 maços/ano, etilista de 2 doses de aguardente e 1 garrafa de cerveja por dia, apresentou perda ponderal de 15 kg nos últimos 6 meses. No mesmo período, notou nódulo cervical à esquerda, endurecido e móvel, de crescimento lento. Há 3 meses percebeu irritação na garganta, principalmente com a ingesta de aguardente. Melhor conduta, considerando a principal hipótese diagnóstica:
Tabagista/etilista crônico com perda ponderal, nódulo cervical e irritação na garganta → Suspeitar de câncer de cabeça e pescoço; investigar com exame oral, PAAF e imagem.
Pacientes com fatores de risco como tabagismo e etilismo, apresentando sintomas como perda ponderal, nódulo cervical e disfagia/irritação na garganta, devem ter câncer de cabeça e pescoço como principal hipótese diagnóstica. A investigação deve ser rápida e completa.
O câncer de cabeça e pescoço, predominantemente o carcinoma espinocelular, representa um grupo heterogêneo de neoplasias que afetam a cavidade oral, faringe, laringe e outras estruturas adjacentes. É uma doença com alta morbidade e mortalidade, frequentemente associada a fatores de risco como tabagismo e etilismo crônicos, além da infecção por HPV. O diagnóstico precoce é fundamental para um melhor prognóstico. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células epiteliais da mucosa, impulsionada pela exposição crônica a carcinógenos. Os sintomas são variados e dependem da localização do tumor primário, mas podem incluir dor de garganta persistente, disfagia, rouquidão, lesões orais que não cicatrizam e, como no caso, a presença de um nódulo cervical metastático. A perda ponderal é um sinal de alerta de doença avançada. A conduta diagnóstica deve ser agressiva e sistemática. Inclui um exame físico minucioso da cavidade oral e orofaringe, laringoscopia para avaliar a laringe e hipofaringe, punção aspirativa por agulha fina (PAAF) do nódulo cervical para confirmação citopatológica e exames de imagem (TC ou RM) para estadiamento local e regional. A biópsia do tumor primário, se identificado, é essencial. O tratamento é multimodal, envolvendo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio e localização.
Os principais fatores de risco são tabagismo e etilismo crônicos, infecção pelo vírus HPV (especialmente orofaringe), má higiene oral e exposição a certos agentes químicos.
Um nódulo cervical endurecido e de crescimento lento em um paciente com fatores de risco é altamente sugestivo de metástase linfonodal de um carcinoma espinocelular primário na cabeça e pescoço, exigindo investigação imediata.
A investigação inclui exame físico detalhado da cavidade oral e orofaringe, laringoscopia, punção aspirativa por agulha fina (PAAF) do nódulo cervical e exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
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