UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Paciente do sexo feminino, 83 anos, queixa-se de icterícia progressiva, prurido e colúria há 4 semanas, associada à perda de peso de 8 kg em 3 meses. Tem antecedentes pessoais de HAS e DPOC (ex-tabagista de 45 anos-maço). Colangiorressonância evidenciou lesão expansiva de 2,3 cm em cabeça do pâncreas, com dilatação de vias biliares extra-hepáticas e distensão da vesícula biliar, sem cálculos. Com base no diagnóstico etiológico, a alternativa com a melhor conduta seria:
Icterícia progressiva + perda peso + lesão cabeça pâncreas + vesícula distendida (sem cálculo) → Câncer pâncreas. CPRE para descompressão.
A apresentação de icterícia progressiva, prurido, colúria e perda de peso, associada a uma lesão em cabeça de pâncreas e dilatação de vias biliares com vesícula distendida (sinal de Courvoisier-Terrier), é altamente sugestiva de câncer de cabeça de pâncreas. A CPRE com passagem de prótese biliar é a conduta inicial para descompressão biliar.
O câncer de cabeça de pâncreas é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à sua apresentação insidiosa. A icterícia obstrutiva é um sintoma comum quando a lesão comprime o ducto biliar, manifestando-se com prurido, colúria e perda de peso. A colangiorressonância é um exame de imagem crucial para avaliar a extensão da lesão e a dilatação das vias biliares. A presença de uma lesão expansiva na cabeça do pâncreas com dilatação de vias biliares extra-hepáticas e distensão da vesícula biliar, sem cálculos, é altamente sugestiva de câncer de pâncreas (sinal de Courvoisier-Terrier). Nesses casos, a descompressão biliar é frequentemente a primeira etapa no manejo, visando aliviar os sintomas e otimizar as condições do paciente para procedimentos subsequentes, como biópsia e estadiamento. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) com passagem de prótese biliar é a conduta de escolha para a descompressão biliar. Ela permite o alívio rápido da icterícia e pode ser diagnóstica (biópsia). A duodenopancreatectomia cefálica (cirurgia de Whipple) é o tratamento curativo para tumores ressecáveis, mas geralmente é realizada após a descompressão e estadiamento completo, e apenas em pacientes com bom status funcional.
Os sinais e sintomas incluem icterícia progressiva, prurido, colúria, acolia fecal, perda de peso inexplicada, dor abdominal e, em alguns casos, distensão da vesícula biliar palpável (sinal de Courvoisier-Terrier).
O sinal de Courvoisier-Terrier é a presença de uma vesícula biliar palpável e indolor em um paciente com icterícia. Sugere obstrução biliar distal por uma massa (como câncer de pâncreas), e não por cálculos, pois a vesícula não está fibrótica e pode distender.
A CPRE com passagem de prótese biliar é a melhor conduta inicial para aliviar a icterícia obstrutiva, estabilizar o paciente e permitir a investigação diagnóstica e estadiamento antes de considerar a ressecção cirúrgica (cirurgia de Whipple), que é um procedimento de grande porte.
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