HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Paciente de 55 anos com história de tabagismo há cerca de 30 anos, apresentando hematúria macroscópica indolor. Qual o provável diagnóstico?
Hematúria macroscópica indolor + tabagismo → Alta suspeita de câncer de bexiga.
A hematúria macroscópica indolor, especialmente em pacientes com histórico de tabagismo, é o principal sinal de alerta para o câncer de bexiga. O tabagismo é o fator de risco mais importante para essa neoplasia urotelial. A investigação deve ser imediata para um diagnóstico precoce e melhor prognóstico.
O câncer de bexiga é uma neoplasia urotelial que se origina nas células que revestem o interior da bexiga. É o segundo câncer urológico mais comum e sua incidência está fortemente ligada a fatores ambientais e comportamentais. O tabagismo é, de longe, o fator de risco mais significativo, aumentando o risco de desenvolver a doença em até quatro vezes. Outros fatores incluem exposição ocupacional a certas substâncias químicas (aminas aromáticas), radioterapia pélvica prévia e histórico familiar.A apresentação clínica mais comum e alarmante do câncer de bexiga é a hematúria macroscópica indolor. Esta característica – ausência de dor – é crucial, pois a dor geralmente acompanha outras causas de hematúria, como infecções ou cálculos. A hematúria pode ser intermitente, o que por vezes leva à subestimação do sintoma pelo paciente e atraso na procura médica.A investigação de hematúria, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, deve ser rigorosa. Inclui exames de imagem do trato urinário (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e, fundamentalmente, a cistoscopia. A cistoscopia permite a visualização direta da bexiga e a realização de biópsias de lesões suspeitas, confirmando o diagnóstico e determinando o tipo histológico e o grau do tumor. O diagnóstico precoce é essencial para um melhor prognóstico, pois o câncer de bexiga, quando superficial, tem altas taxas de cura com tratamento adequado.
O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de bexiga, sendo responsável por aproximadamente metade de todos os casos. As substâncias carcinogênicas presentes na fumaça do cigarro são absorvidas, metabolizadas e excretadas pelos rins, acumulando-se na urina e entrando em contato direto com o urotélio da bexiga, causando mutações celulares.
O sintoma mais comum do câncer de bexiga é a hematúria, que pode ser macroscópica (visível a olho nu) ou microscópica. Caracteristicamente, a hematúria é indolor e intermitente. Outros sintomas, como disúria, polaciúria e urgência urinária, podem ocorrer em estágios mais avançados ou se houver irritação da bexiga.
O diagnóstico do câncer de bexiga geralmente começa com a investigação da hematúria. Inclui exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do trato urinário. O exame padrão-ouro é a cistoscopia com biópsia da lesão suspeita, que permite a visualização direta e a confirmação histopatológica.
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