UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Leia as alternativas abaixo e assinale a CORRETA:
Canalículos de Luschka → podem causar coleperitônio pós-colecistectomia.
Os canalículos de Luschka são pequenos ductos biliares acessórios que podem estar presentes na fossa da vesícula biliar. Se não forem identificados e ligados durante a colecistectomia, podem vazar bile para a cavidade peritoneal, resultando em coleperitônio, uma complicação séria.
A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, e o conhecimento detalhado da anatomia biliar é fundamental para evitar complicações. O Triângulo de Calot é uma referência anatômica crucial para a identificação segura do ducto cístico e da artéria cística, sendo delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e a borda inferior do fígado. Erros na identificação dessas estruturas podem levar a lesões iatrogênicas graves. Os canalículos de Luschka são ductos biliares acessórios que se originam diretamente do fígado e drenam para a fossa da vesícula biliar. Embora pequenos, se não forem reconhecidos e ligados durante a colecistectomia, podem ser uma fonte de vazamento biliar pós-operatório, resultando em coleperitônio. O coleperitônio é uma complicação séria que exige drenagem e, por vezes, reintervenção. A indicação de colecistectomia para colelitíase assintomática é controversa, mas existem grupos de risco, como pacientes diabéticos, transplantados, com anemia falciforme, vesícula em porcelana ou cálculos grandes (>3cm), nos quais a cirurgia pode ser considerada devido ao maior risco de complicações. A colangiografia intraoperatória é uma ferramenta valiosa para identificar anatomia anômala e coledocolitíase, e sua indicação deve ser individualizada, não sendo dispensada automaticamente em pacientes com história de icterícia, que, ao contrário, podem ter maior risco de coledocolitíase.
O Triângulo de Calot é delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e a borda inferior do fígado. Ele contém a artéria cística e é uma referência anatômica crucial na colecistectomia.
Coleperitônio é o acúmulo de bile na cavidade peritoneal. Após colecistectomia, pode ser causado por lesão de ductos biliares principais, ductos acessórios (como os de Luschka) ou vazamento do coto cístico.
Pacientes com colelitíase assintomática geralmente não necessitam de cirurgia. Exceções incluem pacientes diabéticos, imunocomprometidos (transplantados), anemia falciforme, vesícula em porcelana ou cálculos > 3 cm, devido ao maior risco de complicações.
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