Complicações da Colecistectomia: Vazamento Biliar e Luschka

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015

Enunciado

Leia as alternativas abaixo e assinale a CORRETA:

Alternativas

  1. A) O triângulo de Calot é formado pelo ducto cístico, ducto colédoco e borda inferior do fígado.
  2. B) Durante a confecção do pneumoperitônio, verifica-se sinal de Jobert negativo. 
  3. C) A lesão de canalículos de Luschka pode ser responsável por coleperitônio no pós- operatório.
  4. D) Pacientes diabéticos e transplantados com colelitíase assintomática não necessitam de cirurgia obrigatoriamente. 
  5. E) A colangiografia intraoperatória não é obrigatória se o paciente tiver história de icterícia.

Pérola Clínica

Canalículos de Luschka → podem causar coleperitônio pós-colecistectomia.

Resumo-Chave

Os canalículos de Luschka são pequenos ductos biliares acessórios que podem estar presentes na fossa da vesícula biliar. Se não forem identificados e ligados durante a colecistectomia, podem vazar bile para a cavidade peritoneal, resultando em coleperitônio, uma complicação séria.

Contexto Educacional

A colecistectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns, e o conhecimento detalhado da anatomia biliar é fundamental para evitar complicações. O Triângulo de Calot é uma referência anatômica crucial para a identificação segura do ducto cístico e da artéria cística, sendo delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e a borda inferior do fígado. Erros na identificação dessas estruturas podem levar a lesões iatrogênicas graves. Os canalículos de Luschka são ductos biliares acessórios que se originam diretamente do fígado e drenam para a fossa da vesícula biliar. Embora pequenos, se não forem reconhecidos e ligados durante a colecistectomia, podem ser uma fonte de vazamento biliar pós-operatório, resultando em coleperitônio. O coleperitônio é uma complicação séria que exige drenagem e, por vezes, reintervenção. A indicação de colecistectomia para colelitíase assintomática é controversa, mas existem grupos de risco, como pacientes diabéticos, transplantados, com anemia falciforme, vesícula em porcelana ou cálculos grandes (>3cm), nos quais a cirurgia pode ser considerada devido ao maior risco de complicações. A colangiografia intraoperatória é uma ferramenta valiosa para identificar anatomia anômala e coledocolitíase, e sua indicação deve ser individualizada, não sendo dispensada automaticamente em pacientes com história de icterícia, que, ao contrário, podem ter maior risco de coledocolitíase.

Perguntas Frequentes

Qual a composição correta do Triângulo de Calot?

O Triângulo de Calot é delimitado pelo ducto cístico, ducto hepático comum e a borda inferior do fígado. Ele contém a artéria cística e é uma referência anatômica crucial na colecistectomia.

O que é coleperitônio e quais suas causas após colecistectomia?

Coleperitônio é o acúmulo de bile na cavidade peritoneal. Após colecistectomia, pode ser causado por lesão de ductos biliares principais, ductos acessórios (como os de Luschka) ou vazamento do coto cístico.

Quando a colelitíase assintomática requer cirurgia?

Pacientes com colelitíase assintomática geralmente não necessitam de cirurgia. Exceções incluem pacientes diabéticos, imunocomprometidos (transplantados), anemia falciforme, vesícula em porcelana ou cálculos > 3 cm, devido ao maior risco de complicações.

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