SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
O canal arterial é uma importante e indispensável conexão vascular entre o(a) ____________________________ que, durante a vida fetal, desvia sangue do leito vascular pulmonar para a circulação sistêmica. Após o nascimento, ocorre _________ da prostaglandina E2, propiciando o fechamento funcional desse canal. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Canal arterial conecta ramo esquerdo da artéria pulmonar à aorta descendente; seu fechamento pós-natal ocorre por ↓ PGE2.
O canal arterial é essencial na vida fetal, desviando sangue dos pulmões para a aorta descendente. Após o nascimento, a interrupção da circulação placentária e a expansão pulmonar levam à diminuição dos níveis de prostaglandina E2, um potente vasodilatador, o que permite a constrição e o fechamento funcional do canal.
O canal arterial é uma estrutura vascular vital na circulação fetal, atuando como um shunt que conecta o ramo esquerdo da artéria pulmonar à aorta descendente. Sua função primordial é desviar o sangue do leito vascular pulmonar, que ainda não está ativo na troca gasosa, para a circulação sistêmica, garantindo que o oxigênio e nutrientes cheguem aos tecidos fetais. Essa conexão é mantida aberta durante a gestação por fatores como a baixa pressão de oxigênio e, principalmente, pelos altos níveis circulantes de prostaglandinas, especialmente a prostaglandina E2 (PGE2), produzida pela placenta e pelo próprio ducto. Após o nascimento, uma série de eventos fisiológicos desencadeia o fechamento funcional do canal arterial. A interrupção da circulação placentária cessa a fonte de PGE2, e a expansão pulmonar com a primeira respiração aumenta a pressão parcial de oxigênio (PaO2) no sangue. Essa elevação da PaO2 e a diminuição da PGE2 levam à constrição da musculatura lisa da parede do canal, resultando em seu fechamento funcional nas primeiras 24-48 horas de vida na maioria dos recém-nascidos a termo. O fechamento anatômico, por fibrose, ocorre nas semanas seguintes. A falha no fechamento do canal arterial resulta na Persistência do Canal Arterial (PCA), uma cardiopatia congênita comum, especialmente em prematuros. A PCA pode levar a complicações como sobrecarga de volume no ventrículo esquerdo, hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca, necessitando de acompanhamento e, em alguns casos, intervenção farmacológica (com inibidores da síntese de prostaglandinas, como o ibuprofeno ou indometacina) ou cirúrgica.
Durante a vida fetal, o canal arterial desvia o sangue do tronco pulmonar (especificamente do ramo esquerdo da artéria pulmonar) diretamente para a aorta descendente, contornando os pulmões não funcionais.
Após o nascimento, a interrupção da circulação placentária e a expansão pulmonar levam à diminuição dos níveis circulantes de prostaglandina E2 (PGE2), um potente vasodilatador, o que permite a constrição e o fechamento funcional do canal.
A persistência do canal arterial (PCA) resulta em um shunt da aorta para a artéria pulmonar, podendo levar a sobrecarga de volume no ventrículo esquerdo, hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca, dependendo do tamanho do shunt.
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