Campimetria: Interpretando Falsos Positivos e Confiabilidade

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Considerando-se o resultado da campimetria abaixo, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Provavelmente há excesso de falsos negativos
  2. B) Provavelmente há excesso de falsos positivos
  3. C) Sugere dano neurológico compatível com lesão em trato óptico direito
  4. D) Pode afirmar-se que é um exame confiável

Pérola Clínica

Excesso de falsos positivos (paciente 'trigger happy') → Exame não confiável.

Resumo-Chave

Falsos positivos ocorrem quando o paciente responde sem estímulo luminoso; taxas elevadas invalidam a interpretação clínica do campo visual.

Contexto Educacional

A campimetria computadorizada é um exame psicofísico subjetivo, dependendo inteiramente da colaboração e compreensão do paciente. Os índices de confiabilidade (perda de fixação, falsos positivos e falsos negativos) são essenciais para validar o resultado. Um excesso de falsos positivos gera um mapa de tons de cinza muito claro e pode elevar o Mean Deviation (MD), dando uma falsa impressão de saúde ocular. Em pacientes com glaucoma, isso é particularmente perigoso, pois pode esconder a progressão da doença. O reconhecimento desses padrões de erro é fundamental para evitar condutas baseadas em dados espúrios.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza um excesso de falsos positivos na campimetria?

Falsos positivos ocorrem quando o paciente aperta o botão de resposta sem que um estímulo luminoso tenha sido apresentado ou em resposta a um som do aparelho. Isso caracteriza o paciente 'trigger happy' (gatilho fácil). No laudo, isso se traduz em áreas de sensibilidade supra-fisiológica (o campo parece 'melhor que o normal') e índices de confiabilidade fora dos padrões aceitáveis.

Qual o limite de tolerância para índices de confiabilidade?

Tradicionalmente, considera-se um exame pouco confiável quando os falsos positivos, falsos negativos ou perda de fixação excedem 20% a 33% (dependendo do protocolo e do aparelho utilizado). No entanto, os falsos positivos são considerados os erros mais graves, pois podem mascarar escotomas reais e elevar artificialmente os índices globais do exame.

Como o médico deve proceder diante de um exame não confiável?

O exame deve ser repetido após nova orientação ao paciente. É necessário explicar detalhadamente que ele só deve apertar o botão quando tiver certeza de ter visto a luz, e que é normal passar períodos sem ver estímulo nenhum. Em alguns casos, ajustar a velocidade do teste ou mudar a estratégia (ex: SITA-Fast) pode ajudar.

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