CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Um exame de campimetria computadorizada com limiares periféricos iguais a ou maiores que o limiar da fóvea (que se encontra normal), deve apresentar:
Limiar periférico > Limiar foveal → Alta taxa de falso-positivos ("paciente gatilho feliz").
Resultados onde a sensibilidade periférica excede a foveal indicam falta de confiabilidade técnica, geralmente por respostas aleatórias ou antecipadas do paciente.
A perimetria automatizada computadorizada é a ferramenta padrão para monitorar a progressão do glaucoma e outras neuropatias ópticas. No entanto, sua interpretação depende estritamente da confiabilidade do paciente. O limiar foveal é medido no início do exame e serve como um parâmetro de referência para a sensibilidade máxima esperada. Quando os limiares periféricos são registrados como iguais ou superiores ao foveal, o algoritmo do aparelho identifica uma inconsistência. Isso geralmente ocorre porque o paciente desenvolve um ritmo de resposta independente da percepção visual. Nesses casos, o mapa de probabilidades pode apresentar padrões bizarros, e o GHT (Glaucoma Hemifield Test) pode ser inconclusivo ou indicar 'anormalmente alto', exigindo a repetição do exame após nova orientação ao paciente.
Fisiologicamente, a fóvea é a área de maior sensibilidade da retina. Portanto, é impossível que pontos periféricos apresentem limiares de sensibilidade maiores que o da fóvea em um exame confiável. Quando isso ocorre, indica que o paciente está apertando o botão sem de fato ver o estímulo (respostas falso-positivas), invalidando a análise do campo visual.
O paciente 'gatilho feliz' (trigger happy) é aquele que apresenta uma alta taxa de falso-positivos. No relatório do campo visual (como o Humphrey), isso é sinalizado quando o índice de falso-positivos excede 15-33%. Outro sinal é o gráfico de 'Total Deviation' mostrar áreas de sensibilidade acima do normal (zonas brancas ou com valores positivos altos).
Os três pilares são: 1. Falso-positivos (apertar o botão sem estímulo); 2. Falso-negativos (não apertar o botão para um estímulo mais forte onde já havia detectado um mais fraco); 3. Perda de fixação (detectada pelo teste de Heijl-Krakau, monitorando a mancha cega). Se esses índices estiverem altos, o exame não deve ser utilizado para decisões clínicas.
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