FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Paciente de 34 anos, diagnosticado há 3 anos com doença de crohn de ileo terminal e ceco, usando Infliximabe 300 mg endovenoso a cada 2 meses com ótima resposta do quadro. Mantevese sem dor, sem diarreia, sem cólicas por 3 anos desde o início da terapia biológica. Qual o valor esperado nos níveis de Calprotectina fecal neste contexto?
Calprotectina fecal < 50 mg/kg indica remissão profunda (clínica e endoscópica) na Doença de Crohn.
A calprotectina fecal é um biomarcador sensível de inflamação intestinal; níveis baixos confirmam a remissão objetiva, independentemente do uso de biológicos.
A calprotectina é uma proteína de ligação ao cálcio abundante no citoplasma dos neutrófilos. Sua presença nas fezes é proporcional à migração de neutrófilos para o lúmen intestinal, servindo como um substituto direto da inflamação da mucosa. Na estratégia 'Treat-to-Target' das Doenças Inflamatórias Intestinais, a normalização da calprotectina fecal é um alvo terapêutico importante, pois correlaciona-se melhor com a cicatrização endoscópica do que os índices de atividade clínica ou a proteína C-reativa.
Em pacientes com Doença de Crohn em remissão clínica e endoscópica (remissão profunda), espera-se que os níveis de calprotectina fecal sejam inferiores a 50-100 mg/kg.
Ela serve como um marcador não invasivo de inflamação da mucosa. É utilizada para monitorar a resposta ao tratamento, prever recaídas e diferenciar sintomas funcionais de atividade inflamatória.
O Infliximabe não causa falsos resultados; pelo contrário, ao induzir a remissão da doença, ele promove a queda dos níveis de calprotectina fecal para a faixa da normalidade.
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