Calprotectina Fecal: Diferenciando SII de DII na Diarreia

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022

Enunciado

Ainda sobre o caso acima, em relação aos exames complementares, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) O exame parasitológico de fezes (3 amostras) é essencial, pois tem uma alta sensibilidade e especificidade para diagnóstico de enteroparasitoses.
  2. B) O exame de Calprotectina fecal quando elevado, pode descartar a síndrome do intestino irritável como causa de diarreia desta paciente.
  3. C) Se o anticorpo Anti-Transglutaminase IgA estiver não reagente, podemos excluir, com toda certeza, a doença celíaca como possível etiologia.
  4. D) O teste de Sudam III pode diagnosticar a insuficiência pancreática exócrina em sua fase inicial.
  5. E) A proteína C-Reativa e o VHS, quando normais, descartam as doenças inflamatórias intestinais como possível etiologia.

Pérola Clínica

Calprotectina fecal ↑ → sugere inflamação intestinal (DII), descartando SII como causa única de diarreia.

Resumo-Chave

A calprotectina fecal é um marcador de inflamação intestinal. Níveis elevados indicam a presença de inflamação e tornam o diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável (SII) menos provável, direcionando a investigação para Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) ou outras causas orgânicas.

Contexto Educacional

A calprotectina fecal é um biomarcador inflamatório de grande utilidade na gastroenterologia, especialmente no diagnóstico diferencial de diarreia crônica. É uma proteína liberada por neutrófilos e macrófagos na luz intestinal em resposta à inflamação. Sua concentração nas fezes é diretamente proporcional à intensidade da inflamação intestinal. Em pacientes com sintomas gastrointestinais, a calprotectina fecal é particularmente valiosa para distinguir entre a Síndrome do Intestino Irritável (SII), uma condição funcional sem inflamação orgânica, e as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, que são caracterizadas por inflamação crônica. Níveis elevados de calprotectina fecal (>50-100 µg/g, dependendo do laboratório) sugerem fortemente a presença de inflamação e tornam o diagnóstico de SII menos provável, indicando a necessidade de investigação mais aprofundada, como colonoscopia. Outras alternativas são incorretas: o parasitológico de fezes tem sensibilidade e especificidade variáveis; o anti-transglutaminase IgA não reagente não exclui totalmente doença celíaca (pode haver deficiência de IgA); o Sudam III é para esteatorreia grave, não fases iniciais; e PCR/VHS normais não descartam DII, especialmente em fases de remissão ou doença leve.

Perguntas Frequentes

O que é calprotectina fecal e para que serve?

A calprotectina fecal é uma proteína liberada por neutrófilos na luz intestinal durante processos inflamatórios. Serve como um biomarcador não invasivo para detectar inflamação intestinal, sendo útil para diferenciar doenças inflamatórias intestinais (DII) de condições funcionais como a síndrome do intestino irritável (SII).

Qual a importância da calprotectina fecal no diagnóstico da Síndrome do Intestino Irritável?

Níveis elevados de calprotectina fecal são incomuns na SII e sugerem uma causa orgânica para os sintomas, como DII. Um resultado normal, por outro lado, fortalece o diagnóstico de SII e pode evitar procedimentos invasivos desnecessários.

A calprotectina fecal elevada confirma o diagnóstico de Doença Inflamatória Intestinal?

Não, a calprotectina fecal elevada indica inflamação intestinal, mas não é diagnóstica de DII por si só. Ela sugere a necessidade de investigação adicional, como endoscopia com biópsias, para confirmar o diagnóstico e determinar a etiologia da inflamação.

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