UFSM/HUSM - Hospital Universitário de Santa Maria (RS) — Prova 2015
Araújo et al. (2008) conduziram um estudo epidemiológico transversal que investigou 747 professoras da rede municipal de ensino de Vitória da Conquista, Bahia. A rouquidão nos últimos seis meses foi referida por 59,2% das professoras e o diagnóstico médico de calo nas cordas vocais, por 12,9%. Alguns resultados da análise bruta são apresentados na Tabela 1.Segundo as informações apresentadas no enunciado e tabela acima, para os professores avaliados nesta amostra é possível afirmar que:
Fatores de risco ocupacionais (ex: tempo de trabalho docente) podem ↑ prevalência de calos vocais em professores.
Esta questão avalia a interpretação de dados epidemiológicos, especificamente a relação entre fatores ocupacionais e a prevalência de calos nas cordas vocais em professores. A alternativa correta indica que um tempo de trabalho docente maior ou igual a cinco anos aumenta significativamente a prevalência desses calos, um achado comum em estudos de saúde vocal de profissionais da voz.
Calos nas cordas vocais, também conhecidos como nódulos vocais, são lesões benignas que surgem devido ao uso abusivo ou inadequado da voz, sendo uma das principais causas de disfonia em profissionais da voz, como professores. A epidemiologia mostra uma alta prevalência de problemas vocais nessa categoria, impactando significativamente a qualidade de vida e a capacidade de trabalho. A fisiopatologia envolve o trauma repetitivo nas pregas vocais, levando ao espessamento da mucosa e formação dos nódulos, que interferem na vibração normal das cordas vocais. O diagnóstico é feito por laringoscopia, que permite visualizar as lesões. A suspeita deve surgir em indivíduos com rouquidão persistente, fadiga vocal e histórico de uso intenso da voz. O tratamento inicial é conservador, com fonoterapia para reeducação vocal e higiene vocal. Em casos refratários ou de calos maiores, a microcirurgia laríngea pode ser considerada. O prognóstico é favorável com adesão ao tratamento e modificação dos hábitos vocais. A prevenção é fundamental, com programas de saúde vocal e ergonomia da voz.
Os principais fatores de risco incluem o uso excessivo ou inadequado da voz, tempo prolongado de trabalho docente, ambiente de trabalho ruidoso, e hábitos como gritar ou falar alto.
Os calos causam disfonia, caracterizada por rouquidão, voz áspera, fadiga vocal, perda de alcance vocal e, em casos mais graves, afonia.
Estudos epidemiológicos ajudam a identificar a prevalência de disfonias ocupacionais, os fatores de risco associados e a subsidiar políticas de saúde e programas de prevenção e reabilitação vocal para essa categoria profissional.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo