Poliomielite: Entenda o Calendário Vacinal no Brasil

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Dona Emília vai com seus três filhos até a Unidade Básica de Saúde para atualizar as carteirinhas de vacinação. Sua dúvida maior seria com relação a vacina oral para Poliomielite. A enfermeira da unidade analisa as carteirinhas e a tranquiliza dizendo que todos estão com esta vacina, especificamente, em dia. Sabendo que os filhos de Dona Emília têm 6, 2 e 1 ano, o número de doses da referida vacina que os filhos de Dona Emília receberam, respectivamente foi:

Alternativas

  1. A) a todos receberam três doses.
  2. B) cinco doses, quatro doses e três doses, respectivamente.
  3. C) todos receberam duas doses.
  4. D) duas doses, uma dose e uma dose, respectivamente.
  5. E) duas doses, uma dose e nenhuma dose, respectivamente.

Pérola Clínica

VOP é reforço: 1ª dose aos 15 meses, 2ª dose aos 4 anos. VIP é para doses primárias (< 6 meses).

Resumo-Chave

O calendário de vacinação contra poliomielite no Brasil utiliza a VIP (inativada) para as três primeiras doses (2, 4 e 6 meses) e a VOP (oral) para os dois reforços (15 meses e 4 anos). A questão foca especificamente nas doses da vacina oral (VOP).

Contexto Educacional

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil estabelece um calendário vacinal rigoroso para a poliomielite, visando a erradicação da doença. A compreensão desse esquema é fundamental para profissionais de saúde, especialmente em atenção primária. A poliomielite é uma doença viral grave que pode causar paralisia irreversível, e a vacinação é a principal ferramenta de prevenção. Atualmente, o esquema vacinal para crianças no Brasil é misto: as três primeiras doses (aos 2, 4 e 6 meses de idade) são feitas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), administrada por via intramuscular. A VIP confere imunidade sistêmica e não tem risco de causar poliomielite associada à vacina. Os reforços, por sua vez, são realizados com a Vacina Oral Poliomielite (VOP), administrada aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A VOP, além de conferir imunidade sistêmica, induz imunidade na mucosa intestinal, o que é crucial para reduzir a circulação do vírus selvagem na população. É crucial que residentes e estudantes de medicina dominem este calendário para orientar pais e garantir a cobertura vacinal adequada. A correta aplicação e registro das doses são essenciais para a saúde pública e para a manutenção do status de país livre da poliomielite. A atenção aos detalhes do tipo de vacina (VIP ou VOP) e à idade correta para cada dose evita erros e garante a máxima proteção.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre a vacina VIP e VOP no calendário brasileiro?

A VIP (Vacina Inativada Poliomielite) é administrada por via intramuscular e é utilizada nas três primeiras doses do esquema primário (2, 4 e 6 meses de idade). A VOP (Vacina Oral Poliomielite), por sua vez, é administrada por via oral e é utilizada como dose de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Quantas doses de VOP uma criança de 1 ano de idade já deveria ter recebido?

Uma criança de 1 ano de idade (12 meses) não deveria ter recebido nenhuma dose da VOP, pois a primeira dose de reforço com a vacina oral é recomendada apenas aos 15 meses de idade, após a conclusão do esquema primário com VIP.

Por que o Brasil utiliza um esquema sequencial de VIP e VOP?

O esquema sequencial de VIP e VOP é adotado para combinar a alta imunogenicidade da VIP, que confere proteção sistêmica sem risco de poliomielite associada à vacina, com a capacidade da VOP de induzir imunidade intestinal, contribuindo para a interrupção da circulação do vírus selvagem na comunidade.

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