USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Criança de 15 meses de idade comparece à sala de vacinas da unidade básica de saúde para atualizar a sua situação vacinai. Antecedentes: saudável, porém há dois meses apresentou reação anafilática após a ingestão de alimento contendo ovo. Recebeu todas as vacinas previstas pelo calendário do Programa Nacional de Imunizações até um ano de idade. Legenda: VOP: vacina oral poliomielite VIP: vacina inativada poliomielite. As vacinas que a criança deverá receber hoje são:
Criança 15 meses: Reforços DTP, VIP/VOP, 1ª dose Hep A e Tetra Viral. Anafilaxia a ovo não contraindica SCR/Tetra Viral.
Para crianças de 15 meses, o calendário do PNI prevê reforços de DTP e poliomielite (VOP/VIP), além da primeira dose de Hepatite A e da vacina Tetra Viral (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela). A história de anafilaxia a ovo não contraindica a vacina tríplice viral ou tetra viral, mas pode exigir precauções adicionais, como observação prolongada.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é um dos mais abrangentes do mundo, e a compreensão de seu calendário vacinal é fundamental para todos os profissionais de saúde, especialmente pediatras e residentes. A vacinação em crianças é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, prevenindo uma série de doenças infecciosas graves. O conhecimento preciso das idades de aplicação e dos reforços é crucial para garantir a proteção adequada da população pediátrica. Para a idade de 15 meses, o PNI estabelece a aplicação de importantes reforços e novas vacinas. É um período chave para consolidar a imunidade contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite, além de iniciar a proteção contra hepatite A e as doenças virais sarampo, caxumba, rubéola e varicela, muitas vezes combinadas na vacina tetra viral. A correta administração dessas vacinas é essencial para a saúde individual e coletiva. Um ponto de atenção importante é o manejo de crianças com histórico de alergias, como a anafilaxia a ovo. Embora algumas vacinas sejam produzidas em ovos embrionados, as diretrizes atuais, baseadas em evidências, indicam que a maioria das crianças com alergia a ovo pode ser vacinada com segurança, sem a necessidade de precauções excessivas que poderiam levar à subvacinação. A compreensão dessas nuances é vital para a prática clínica segura e eficaz.
Aos 15 meses, o PNI recomenda o primeiro reforço da vacina DTP (Difteria, Tétano e Coqueluche), o primeiro reforço da vacina oral ou inativada contra Poliomielite (VOP/VIP), a primeira dose da vacina contra Hepatite A e a primeira dose da vacina Tetra Viral (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela).
A alergia a ovo é relevante para vacinas produzidas em embriões de galinha, como a tríplice viral (SCR) e a tetra viral (SCRV). No entanto, a maioria das crianças com alergia a ovo, mesmo com histórico de anafilaxia, pode receber essas vacinas com segurança, pois a quantidade de proteína do ovo é mínima. Recomenda-se vacinação em ambiente com recursos para emergências e observação por 30 minutos.
A VOP (vacina oral poliomielite) é uma vacina atenuada, administrada por via oral, que confere imunidade intestinal e é importante para a erradicação da poliomielite. A VIP (vacina inativada poliomielite) é injetável e contém vírus inativados. O PNI utiliza um esquema sequencial, geralmente com VIP nas primeiras doses e VOP nos reforços, ou apenas VIP, dependendo da estratégia e disponibilidade.
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