Vacinação de Resgate: Esquema para Bebê de 9 Meses

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020

Enunciado

Numa reunião de equipe, um dos agentes comunitários de saúde (ACS) traz a seguinte situação: uma família recém-chegada ao território tem um filho de 9 meses e, na vinda para o Rio de Janeiro, acabaram não fazendo as vacinas preconizadas para os 6 meses de vida do bebê. O ACS deseja saber o que deve ser feito quanto à situação vacinal da criança. A conduta mais correta, é orientar a família sobre a necessidade de administrar as seguintes vacinas:

Alternativas

  1. A) poliomielite (VIP, difteria, tétano, coqueluche, haemophilus, hepatite B (pentavalente e febre amarela).
  2. B) poliomielite (VIP, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B (pentavalente e pneumocócica conjugada).
  3. C) poliomielite (VOP, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B (pentavalente e pneumocócica conjugada).
  4. D) poliomielite (VOP, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B (pentavalente e febre amarela

Pérola Clínica

Bebê de 9 meses com atraso de 6 meses: aplicar VIP, Pentavalente e Febre Amarela (se em área de risco).

Resumo-Chave

Aos 6 meses, as vacinas preconizadas são a 3ª dose de VIP e Pentavalente. Aos 9 meses, é a dose de Febre Amarela. Em caso de atraso, o esquema deve ser atualizado considerando as idades mínimas e máximas para cada vacina, priorizando a proteção.

Contexto Educacional

O calendário vacinal infantil é uma ferramenta essencial na saúde pública, visando proteger as crianças contra diversas doenças infecciosas. Para residentes, o domínio desse calendário e a capacidade de realizar a vacinação de resgate são competências cruciais. Aos 6 meses de vida, as vacinas preconizadas no Brasil incluem a terceira dose da vacina Poliomielite Inativada (VIP) e a terceira dose da vacina Pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B. Essas doses são fundamentais para consolidar a imunidade adquirida nas doses anteriores. Em situações de atraso vacinal, como a de um bebê de 9 meses que não recebeu as vacinas de 6 meses, a conduta deve ser a de atualizar o esquema o mais rápido possível, seguindo as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). É importante lembrar que a vacina de Febre Amarela é recomendada a partir dos 9 meses de idade em áreas com risco de transmissão ou para viajantes, tornando-se uma vacina a ser administrada nesse momento. A vacina Rotavírus, embora tenha doses aos 2 e 4 meses, possui um limite de idade para a segunda dose (7 meses e 29 dias), o que a tornaria inviável para um bebê de 9 meses. A orientação à família sobre a importância da vacinação e a recuperação do esquema vacinal é uma responsabilidade do profissional de saúde. A escolha correta das vacinas e a compreensão das idades limite para cada dose são fundamentais para garantir a proteção da criança e evitar a propagação de doenças imunopreveníveis. A diferenciação entre VOP (oral) e VIP (injetável) para a poliomielite, por exemplo, é um detalhe importante, sendo a VIP a recomendada para as primeiras doses do esquema básico.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são recomendadas para um bebê de 6 meses de acordo com o calendário do SUS?

Aos 6 meses, o calendário do SUS preconiza a 3ª dose da vacina Poliomielite (VIP) e a 3ª dose da vacina Pentavalente (Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b e Hepatite B).

Qual vacina é administrada aos 9 meses de idade no Brasil?

Aos 9 meses de idade, a vacina contra a Febre Amarela é recomendada para crianças que residem ou viajarão para áreas com recomendação de vacinação.

Como proceder com a vacinação de um bebê de 9 meses que não recebeu as vacinas de 6 meses?

Para um bebê de 9 meses com atraso nas vacinas de 6 meses, deve-se administrar as doses pendentes de Poliomielite (VIP) e Pentavalente. Além disso, a vacina de Febre Amarela, que é recomendada aos 9 meses, também deve ser aplicada.

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