INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2019
Durante visita domiciliar, o agente comunitário de saúde observa atraso na vacinação de uma criança da sua área. A criança está com 8 meses, não foi prematura, e tem em sua caderneta registos de vacinação: 1 dose BCG, 3 doses hepatite B, 3 doses tríplice bacteriana, 3 doses Haemophilus influenzae b e 3 doses poliomielite. De acordo com o calendário vacinal do Ministério da Saúde, assinale a alternativa que apresenta as vacinas que deveriam ter sido aplicadas nessa criança.
Criança 8 meses: verificar Rotavírus (2 doses), Pneumocócica (2 doses + reforço) e Meningocócica (2 doses + reforço).
Para uma criança de 8 meses, além das vacinas já registradas, é crucial verificar a aplicação das doses de Rotavírus, Pneumocócica conjugada e Meningocócica conjugada, que fazem parte do calendário básico nos primeiros meses de vida e podem estar atrasadas.
O calendário vacinal do Ministério da Saúde é uma ferramenta fundamental para a prevenção de doenças infecciosas na infância. A adesão rigorosa a esse esquema é crucial para garantir a imunização completa das crianças e a saúde pública. Para residentes, o conhecimento detalhado desse calendário é indispensável para a prática pediátrica e a orientação dos pais. Para uma criança de 8 meses, as vacinas que deveriam ter sido aplicadas até essa idade, além das mencionadas no enunciado (BCG, Hepatite B, Tríplice Bacteriana, Haemophilus influenzae b e Poliomielite), incluem o esquema completo de Rotavírus (2 doses), Pneumocócica conjugada (2 doses e, idealmente, o reforço aos 12 meses, mas as doses iniciais já deveriam estar feitas) e Meningocócica C conjugada (2 doses e, idealmente, o reforço aos 12 meses). O atraso vacinal é uma preocupação séria, pois deixa a criança vulnerável a doenças preveníveis. A avaliação da caderneta de vacinação e a identificação de atrasos são responsabilidades do profissional de saúde. É importante orientar os pais sobre a importância de completar o esquema vacinal e, em caso de atraso, seguir as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a recuperação do esquema, que pode variar dependendo da idade da criança e do tipo de vacina.
A vacina Rotavírus é administrada em duas doses: a primeira aos 2 meses e a segunda aos 4 meses de idade, com um intervalo mínimo entre elas. Há limites de idade para a aplicação.
O esquema básico da vacina Pneumocócica 10-valente (VPC10) no SUS é de duas doses (aos 2 e 4 meses) e um reforço (aos 12 meses).
A vacina Meningocócica C conjugada é aplicada em duas doses (aos 3 e 5 meses) e um reforço (aos 12 meses) no calendário do SUS.
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