Vacinação Atrasada em Lactentes: Conduta do MS

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015

Enunciado

Lactente de 10 meses de vida é levado ao Posto de Saúde devido a quadro de infecção de vias aéreas superiores. A avaliação da carteira vacinal revela que, à exceção da BCG e da vacina anti-Hepatite B, nenhuma outra vacina foi administrada. Em relação às imunizações, de acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde, a conduta é:

Alternativas

  1. A) não aplicar nenhuma vacina, pois a criança já está adoentada.
  2. B) aplicar as vacinas anti-Hepatite B, anti-Hemófilos B, Tríplice bacteriana e vacina anti-Poliomelite.
  3. C) aplicar as vacinas anti-Hepatite B, anti-Hemófilos B, Tríplice-bacteriana, vacina oral anti-Poliomelite e anti-Sarampo.
  4. D) aplicar as vacinas anti-Hepatite B, anti-Hemófilos B, Tríplice bacteriana, vacina oral anti-Poliomelite e Tríplice viral.

Pérola Clínica

Lactente com vacinação atrasada: iniciar ou completar esquema conforme idade, sem reiniciar doses.

Resumo-Chave

Para um lactente de 10 meses com vacinação incompleta (apenas BCG e Hepatite B), a conduta é aplicar as doses pendentes de acordo com o calendário vacinal do Ministério da Saúde para a idade. Isso inclui a 2ª dose de Hepatite B (se a 1ª foi ao nascer), Haemophilus influenzae tipo b, Tríplice bacteriana (DTP) e Poliomielite (VIP/VOP), que são vacinas programadas para os primeiros meses de vida. A Tríplice viral (SCR) é indicada aos 12 meses.

Contexto Educacional

A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, e o cumprimento do calendário vacinal é crucial para a prevenção de doenças infecciosas na infância. O Ministério da Saúde do Brasil estabelece um calendário abrangente, com vacinas programadas desde o nascimento até a adolescência. Quando um lactente apresenta a carteira vacinal incompleta, é fundamental realizar a vacinação de resgate, seguindo as recomendações para a idade atual da criança, sem reiniciar esquemas. Para um lactente de 10 meses que recebeu apenas BCG e a primeira dose de Hepatite B (geralmente ao nascer), as vacinas prioritárias a serem administradas incluem as doses subsequentes de Hepatite B, as doses primárias da vacina Haemophilus influenzae tipo b (Hib), da Tríplice bacteriana (DTP - difteria, tétano e coqueluche) e da vacina contra Poliomielite (VIP/VOP). É importante ressaltar que a vacina Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola - SCR) é indicada a partir dos 12 meses de idade. É um erro comum adiar a vacinação por infecções leves, como resfriados ou infecções de vias aéreas superiores sem febre alta. Apenas condições de saúde graves ou febre elevada (>38,5°C) são consideradas contraindicações temporárias. A avaliação cuidadosa da carteira vacinal e a aplicação das doses pendentes são essenciais para garantir a proteção da criança e da comunidade, contribuindo para a erradicação e controle de doenças imunopreveníveis.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas um lactente de 10 meses deve ter recebido?

Um lactente de 10 meses deveria ter recebido as doses de BCG, Hepatite B (3 doses), Rotavírus (2 doses), Pneumocócica 10-valente (2 doses + reforço), Meningocócica C (2 doses + reforço), DTP (3 doses), VIP (3 doses) e Hib (3 doses).

Infecções de vias aéreas superiores contraindicam a vacinação?

Não, infecções de vias aéreas superiores leves, sem febre alta, não são contraindicações para a vacinação. Apenas doenças agudas graves ou febre alta (>38,5°C) adiam a vacinação.

Qual a diferença entre vacina oral e inativada para poliomielite?

A vacina inativada contra poliomielite (VIP) é injetável e contém vírus inativados, sendo usada nas primeiras doses. A vacina oral (VOP) contém vírus atenuados e é usada nos reforços, conferindo imunidade intestinal e de rebanho, mas com risco mínimo de poliomielite associada à vacina.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo