SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
No item abaixo é apresentado um caso clínico relacionado a gestão da política de saúde no Brasil, seguido de uma assertiva a ser julgada. Um lactente de seis meses de idade foi pela primeira vez a um centro de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), e o médico observou que ele ainda não recebera nenhuma vacina. Nesse caso, o médico deve recomendar a aplicação, de uma só vez, das seguintes vacinas: BCG, a primeira dose da vacina pentavalente (DPT + hemófilos+ hepátite B) ou estas isoladamente, a primeira dose da vacina antipoliomelite injetável, a primeira dose da vacina antirrotavírus e a primeira dose da vacina antipneumocócica decavalente.
Vacina Rotavírus tem limite de idade (1ª dose até 3m15d, 2ª dose até 7m29d). Lactente de 6 meses não pode receber 1ª dose.
A assertiva está errada principalmente porque a vacina antirrotavírus possui um limite de idade para a primeira dose (até 3 meses e 15 dias) e para a segunda dose (até 7 meses e 29 dias). Um lactente de 6 meses que nunca recebeu a vacina não pode iniciar o esquema. As demais vacinas mencionadas podem ser aplicadas conforme o esquema de resgate.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, e o cumprimento do calendário vacinal é fundamental para a proteção individual e coletiva. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um calendário vacinal abrangente para crianças, adolescentes, adultos e idosos. O manejo de um calendário vacinal atrasado em lactentes exige conhecimento das normas e limites de idade para cada imunobiológico. No caso de um lactente de seis meses que nunca recebeu vacinas, a assertiva da questão apresenta um erro crucial em relação à vacina antirrotavírus. Esta vacina possui janelas de aplicação muito restritas: a primeira dose deve ser administrada entre 1 mês e 15 dias e 3 meses e 15 dias de vida, e a segunda dose até os 7 meses e 29 dias. Iniciar o esquema após essas idades aumenta o risco de intussuscepção, uma complicação grave. Portanto, um lactente de 6 meses não pode receber a primeira dose da vacina antirrotavírus. Para as demais vacinas mencionadas, a conduta estaria correta dentro de um esquema de resgate. A BCG pode ser aplicada até os 5 anos de idade, e as primeiras doses da pentavalente, VIP (poliomielite injetável) e pneumocócica 10-valente podem ser iniciadas e continuadas conforme o esquema de resgate do Programa Nacional de Imunizações (PNI), respeitando os intervalos mínimos entre as doses. É essencial que o profissional de saúde consulte o calendário vacinal atualizado e as normas do PNI para cada situação de atraso.
A primeira dose da vacina antirrotavírus deve ser administrada entre 1 mês e 15 dias e 3 meses e 15 dias de vida. A segunda dose deve ser administrada até os 7 meses e 29 dias de vida. Fora dessas janelas, a vacina não deve ser aplicada.
Um lactente de 6 meses pode receber a BCG (se ainda não tiver cicatriz), a primeira dose da pentavalente, a primeira dose da VIP (poliomielite injetável) e a primeira dose da pneumocócica 10-valente. A vacina Rotavírus não pode ser iniciada nessa idade.
Sim, a vacina BCG é recomendada para ser aplicada ao nascer, mas pode ser administrada até os 5 anos de idade em crianças que não foram vacinadas e não apresentam cicatriz vacinal prévia.
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