Vacinação na Gestação: Calendário e Esquemas Essenciais

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Gestante G1P0A0 (8 semanas) com histórico vacinal desconhecido, chega à Unidade Básica de Saúde para acompanhamento. De acordo com o calendário nacional de vacinação da gestante, assinale a alternativa INCORRETA para o caso.

Alternativas

  1. A) Deve receber três doses da vacina hepatite B com intervalos entre doses recomendados (0, 1 e 6 meses), independentemente da idade gestacional.
  2. B) Caso perdesse a oportunidade de se vacinar durante o período gestacional, administrar uma dose da vacina dupla adulto (dT) no puerpério (até 45 dias).
  3. C) A 3ª dose da vacina hepatite B pode ser administrada com intervalo de 4 meses após a 1ª dose.
  4. D) Se fosse multípara, deveria ser aplicada uma dose reforço da vacina (dTpa) a cada gestação a partir da 20ª semana.
  5. E) Deve receber duas doses da vacina dupla adulto (dT) respeitando o intervalo entre as doses, e uma dose da (dTpa) a partir da 20ª semana de gestação.

Pérola Clínica

Vacinação gestante: dTpa a partir da 20ª semana em CADA gestação; dT esquema completo durante gravidez; Hepatite B 3 doses.

Resumo-Chave

O calendário vacinal da gestante visa proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido. A vacina dTpa é crucial para prevenir coqueluche no bebê, sendo aplicada a cada gestação a partir da 20ª semana. O esquema de dT deve ser completado durante a gravidez, e a vacina de Hepatite B é administrada em 3 doses, independentemente da idade gestacional.

Contexto Educacional

O calendário vacinal da gestante é um pilar fundamental do pré-natal, visando a proteção da mãe e do feto/recém-nascido contra doenças infecciosas. A imunização durante a gravidez é uma estratégia eficaz para a saúde pública, reduzindo a morbimortalidade materno-infantil. É crucial que o profissional de saúde esteja atualizado com as recomendações do Ministério da Saúde para garantir a aplicação correta das vacinas. A vacinação na gestação se baseia na segurança das vacinas para a mãe e o feto, na capacidade de induzir imunidade protetora e na prevenção da transmissão vertical de patógenos. As vacinas prioritárias incluem a dT (difteria e tétano), dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) e Hepatite B. A dTpa, em particular, é administrada a partir da 20ª semana de gestação em cada gravidez, independentemente do histórico vacinal anterior, para conferir proteção passiva contra a coqueluche ao recém-nascido. É essencial que o esquema vacinal seja revisado em todas as consultas de pré-natal. Em caso de esquema incompleto ou desconhecido, as vacinas devem ser iniciadas ou completadas o mais rápido possível. A vacinação no puerpério é uma oportunidade para atualizar o cartão vacinal da mulher, especialmente com a dTpa, caso não tenha sido administrada durante a gestação, reforçando a proteção do binômio mãe-bebê.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da vacina dTpa na gestação?

A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é fundamental na gestação para proteger o recém-nascido contra a coqueluche, uma doença grave em lactentes. Os anticorpos maternos são transferidos passivamente para o feto, conferindo proteção nos primeiros meses de vida.

Quando a gestante deve receber a vacina de Hepatite B?

A vacina de Hepatite B deve ser administrada em três doses (0, 1 e 6 meses) em gestantes com esquema vacinal desconhecido ou incompleto, independentemente da idade gestacional. É importante para prevenir a transmissão vertical do vírus.

Qual o esquema da vacina dupla adulto (dT) para gestantes?

Gestantes com esquema vacinal incompleto ou desconhecido devem receber duas doses da vacina dupla adulto (dT) com intervalo de 30 a 60 dias entre elas. A dTpa é administrada a partir da 20ª semana de gestação, mesmo que o esquema de dT esteja completo.

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