Vacinação Atrasada em Lactentes: Guia de Atualização do PNI

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025

Enunciado

Lactente de 6 meses comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde, onde é verificado que nunca recebeu nenhuma imunização. Para atualização do cartão vacinal segundo o Programa Nacional de Imunização, o adequado é aplicar

Alternativas

  1. A) BCG, dose única; Poliomielite Inativada (VIP), 3 doses, com 2 meses de intervalo; Rotavírus (VORH), 2 doses, com 2 meses de intervalos; Pentavalente (Difteria + Tétano + Pertussis + Hepatite B + Haemophilus tipo B), 3 doses, com 2 meses de intervalo, Meningococo C, 2 doses, com 60 dias de intervalos; Pneumococo-10, 3 doses, com 60 dias de intervalo.
  2. B) BCG, dose única; VIP, 3 doses, com 2 meses de intervalo; Pentavalente, 3 doses, com 60 dias de intervalo; Meningococo-C 2, doses, com 60 dias de intervalo; Pneumococo-10, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Covid-19, 2 doses, com 4 semanas de intervalo.
  3. C) Poliomielite Oral (VOP), 3 doses, com 2 meses de intervalo; Pentavalente, 3 doses, com 2 meses de intervalo; Meningococo-C, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Pneumococo-10, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Covid-19, 2 doses, com 4 semanas de intervalo.
  4. D) BCG, dose única; Rotavírus, dose única; VIP, 3 doses; DTP (Difteria + Tétano + Pertussis), 3 doses, com 2 meses de intervalo; Meningococo-C, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Pneumococo-10, 2 doses, com 60 dias de intervalo; Covid-19, 2 doses, com 4 semanas de intervalo.

Pérola Clínica

Vacinação de resgate aos 6 meses: não se inicia mais a vacina Rotavírus (idade máxima para 1ª dose é 3m15d).

Resumo-Chave

A atualização vacinal de um lactente de 6 meses segue o esquema para a idade, mas com atenção às vacinas com limite etário estrito. A vacina contra o rotavírus não pode ser iniciada após 3 meses e 15 dias, e o esquema da pneumocócica-10 é ajustado para 2 doses no primeiro ano de vida.

Contexto Educacional

A vacinação de resgate, ou atualização do calendário vacinal, é uma situação comum na prática pediátrica e de saúde da família. O princípio fundamental do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é administrar as doses faltantes para a idade, respeitando os intervalos mínimos entre elas e as contraindicações etárias específicas de cada imunobiológico. Para um lactente de 6 meses nunca vacinado, a principal regra a ser observada é a contraindicação para o início da vacina contra o rotavírus. A primeira dose desta vacina só pode ser administrada até a idade de 3 meses e 15 dias, e a segunda até 7 meses e 29 dias. Portanto, aos 6 meses, ela não é mais iniciada devido ao aumento do risco de invaginação intestinal. As demais vacinas do calendário básico devem ser aplicadas: BCG (se não houver contraindicação), as três doses de Pentavalente e VIP, e as duas doses primárias de Pneumocócica-10 e Meningocócica C, além da vacina para Covid-19, que foi incorporada ao calendário infantil. O esquema para as vacinas Pneumocócica 10-valente e Meningocócica C também é ajustado. Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 e 11 meses, o esquema primário é de duas doses, com um reforço após os 12 meses. É essencial que o profissional de saúde consulte as tabelas e manuais atualizados do PNI para garantir a correta aplicação do esquema de resgate.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas têm limite de idade para serem iniciadas em lactentes?

A vacina contra o Rotavírus é a principal, com a primeira dose devendo ser administrada até 3 meses e 15 dias. A vacina BCG é preferencialmente administrada ao nascer, mas pode ser aplicada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias em crianças não vacinadas.

Como é o esquema de resgate da vacina pneumocócica 10-valente?

Para crianças entre 6 e 11 meses não vacinadas, o esquema consiste em duas doses com intervalo de 2 meses entre elas, e uma dose de reforço a partir dos 12 meses de idade, com intervalo mínimo de 2 meses da última dose.

Por que a vacina oral contra poliomielite (VOP) não é usada no esquema primário?

A vacina inativada (VIP), administrada por via intramuscular, é usada no esquema primário (2, 4 e 6 meses) por não apresentar risco de poliomielite associada à vacina. A VOP (oral) é utilizada apenas nas doses de reforço aos 15 meses e 4 anos por sua capacidade de gerar imunidade intestinal.

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