UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
No esquema de vacinação do idoso e do adulto com mais de 20 anos, com esquemas vacinais incompletos e dependendo da exposição, preconiza-se
Adulto/idoso com esquema vacinal incompleto → dT, tríplice viral, hepatite B, febre amarela, influenza, pneumococo.
O esquema vacinal para adultos e idosos com histórico vacinal incompleto deve ser abrangente, visando proteger contra diversas doenças infecciosas. Além das vacinas de rotina como dT e influenza, é crucial considerar a tríplice viral, hepatite B, febre amarela e pneumococo, dependendo da idade, comorbidades e risco epidemiológico, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A imunização em adultos e idosos é um pilar fundamental da saúde pública, muitas vezes negligenciada. Diferente da infância, onde os calendários são mais rígidos, a vacinação na vida adulta e na terceira idade depende do histórico vacinal prévio, da idade, das comorbidades e do risco epidemiológico. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece diretrizes claras para a atualização desses esquemas, visando reduzir a morbimortalidade por doenças preveníveis por vacina. A fisiopatologia das doenças preveníveis por vacina envolve a infecção por agentes patogênicos que causam quadros clínicos variados, desde leves a graves e fatais. A vacinação atua estimulando o sistema imune a produzir anticorpos e células de memória, conferindo proteção contra futuras exposições. A suspeita de esquema vacinal incompleto deve surgir em qualquer consulta de rotina, especialmente em adultos que não possuem carteira de vacinação ou que não se recordam de ter recebido as doses recomendadas. O tratamento, ou melhor, a prevenção através da vacinação, é a conduta mais eficaz. O prognóstico para indivíduos vacinados é significativamente melhor, com redução drástica na incidência e gravidade das doenças. Pontos de atenção incluem a avaliação de contraindicações específicas para cada vacina (ex: imunodepressão para vacinas de vírus vivos atenuados), o intervalo entre as doses e a necessidade de reforços periódicos, como no caso da dT e influenza.
As vacinas prioritárias incluem a dT (difteria e tétano), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para aqueles sem comprovação de duas doses ou doença, hepatite B (três doses) e, dependendo da idade e risco, influenza e pneumocócica.
A necessidade da vacina contra febre amarela em adultos depende da área de residência ou viagem. Indivíduos que vivem ou se deslocam para áreas com recomendação devem ser vacinados, e a vacina é contraindicada para gestantes, imunodeprimidos e idosos acima de 60 anos sem avaliação de risco/benefício.
A vacina pneumocócica é fundamental para idosos devido ao maior risco de desenvolver doenças invasivas por Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e sepse, que podem ter desfechos graves nessa faixa etária. Existem diferentes tipos de vacinas pneumocócicas (VPC13 e VPP23) com indicações específicas.
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