UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2018
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017, o funcionamento da equipe de Saúde da Família deverá seguir determinados critérios. Usuário, 59 anos, previamente higido, que refere preocupação com suas vacinas, pois irá viajar para o interior do estado do Goiás e na última vez que tomou vacinas foi há dez anos quando foi visitar parentes neste mesmo local. No cartão de vacina consta registros de vacinação para hepatite viral (3 doses), febre amarela (1 dose), dupla adulto (1 dose). Assinale a alternativa com a conduta mais adequada:
Adulto com 1 dose de Febre Amarela >10 anos e viagem para área endêmica → NÃO precisa de reforço. dT a cada 10 anos.
As recomendações atuais da PNAB e do PNI (Programa Nacional de Imunizações) estabelecem que uma única dose da vacina contra febre amarela confere proteção vitalícia, não sendo necessário reforço para viagens dentro do Brasil. No entanto, a vacina dupla adulto (dT) requer um reforço a cada 10 anos, e o paciente está com o reforço vencido.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017 e o Programa Nacional de Imunizações (PNI) fornecem as diretrizes para a vacinação de adultos, um componente essencial da atenção primária à saúde. A atualização do calendário vacinal é fundamental para a prevenção de doenças infecciosas, especialmente em cenários de viagem para áreas de risco. No caso da vacina contra febre amarela, houve uma importante mudança nas recomendações. Desde 2017/2018, o Ministério da Saúde do Brasil, alinhado à Organização Mundial da Saúde, passou a considerar uma única dose da vacina como suficiente para conferir proteção vitalícia para a maioria dos indivíduos. Portanto, um paciente que já recebeu uma dose há mais de 10 anos e viajará para uma área endêmica no Brasil não necessita de reforço. Por outro lado, a vacina dupla adulto (dT), que protege contra tétano e difteria, exige um reforço a cada 10 anos para manter a imunidade. No cenário descrito, o paciente recebeu a última dose há 10 anos, indicando que o reforço está vencido e deve ser administrado. A vacinação contra hepatite B, com esquema completo de três doses, geralmente confere proteção duradoura, e a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) tem indicações específicas para adultos, mas não é a prioridade imediata baseada no histórico fornecido.
De acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde do Brasil, uma única dose da vacina de febre amarela é suficiente para conferir proteção vitalícia contra a doença para a maioria dos indivíduos, não sendo necessário reforço.
A vacina dupla adulto (dT), que protege contra tétano e difteria, deve ser reforçada a cada 10 anos para manter a imunidade adequada. Em caso de ferimentos graves, pode ser necessário um reforço antecipado.
Além das vacinas de rotina atualizadas (como dT e sarampo/caxumba/rubéola), a vacina de febre amarela é crucial para viagens a áreas endêmicas no Brasil. Outras vacinas podem ser indicadas dependendo do destino internacional e do perfil do viajante, como hepatite A, febre tifoide, entre outras.
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