Vacinação do Idoso Acamado: Calendário e Abordagem Familiar

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Ao visitar um idoso acamado de 80 anos, restrito ao lar e dependente em relação às atividades de vida diária, a médica de família e comunidade verificou que ele não havia recebido as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde para os idosos. Ao questionar a filha de 55 anos, principal cuidadora, sobre a vacinação do idoso, ela respondeu que o pai é muito frágil e não iria aguentar os efeitos colaterais, e como ele é restrito ao lar, a família preferiu não vacinar. Assinale a alternativa que inclui, respectivamente, vacinas disponibilizadas no calendário de imunização nacional para o idoso e uma forma de abordar a situação encontrada.

Alternativas

  1. A) Pneumocócica 23-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; dupla adulto (dT-contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra hepatite B, 3 doses. Agendar uma nova visita domiciliar com mais membros da família para dialogar sobre a situação.
  2. B) Contra influenza e covid-19, anualmente; dupla adulto (dT contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra hepatite B, 3 doses; contra herpes-zoster, 2 doses. Fazer denúncia ao Conselho Municipal do Idoso sobre não vacinação do idoso.
  3. C) Pneumocócica 10-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; dupla adulto (dT - contra difteria e tétano), a cada 10 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra hepatite B, 3 doses. Solicitar que a filha assine um termo de responsabilidade em relação à não vacinação do pai.
  4. D) Pneumocócica 10-valente, 1 dose, com reforço em 5 anos; contra influenza e covid-19, anualmente; contra herpes-zoster, 2 doses; dupla adulto (dT - contra difteria e tétano), a cada 10 anos. Respeitar a autonomia da filha sobre a vacinação, uma vez que é a cuidadora responsável.

Pérola Clínica

Idoso acamado → Vacinação conforme calendário nacional (Pneumo 23, dT, Influenza, COVID, Hepatite B) = Abordagem dialógica com família é essencial.

Resumo-Chave

A vacinação em idosos, mesmo frágeis ou acamados, segue o calendário nacional, incluindo vacinas como pneumocócica 23-valente, dT, influenza, COVID-19 e hepatite B; a abordagem familiar deve ser dialógica e educativa, visando superar barreiras e garantir a proteção do paciente.

Contexto Educacional

A vacinação é uma ferramenta fundamental na promoção da saúde do idoso, especialmente para aqueles com fragilidade ou restrição ao leito, que são mais suscetíveis a infecções graves. O calendário nacional de imunização para idosos contempla diversas vacinas essenciais, como a pneumocócica 23-valente, que protege contra doenças invasivas causadas por Streptococcus pneumoniae, a dupla adulto (dT) para tétano e difteria, e as vacinas anuais contra influenza e COVID-19, cruciais para prevenir complicações respiratórias. A vacina contra hepatite B também é indicada em esquema de 3 doses para idosos não vacinados ou sem evidência de imunidade. A resistência familiar à vacinação, muitas vezes baseada em preocupações com efeitos colaterais ou na percepção de que o idoso acamado não está exposto, é um desafio comum na atenção primária. Nesses casos, a equipe de saúde deve adotar uma postura de escuta ativa e diálogo, oferecendo informações claras e baseadas em evidências, desmistificando mitos e reforçando os benefícios da imunização. Agendar novas visitas com a presença de outros membros da família pode ser uma estratégia eficaz para construir confiança e garantir a adesão ao plano de vacinação, sempre respeitando a autonomia e os direitos do idoso.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema da vacina pneumocócica para idosos?

A vacina pneumocócica 23-valente é indicada para idosos, geralmente em dose única, com reforço após 5 anos para grupos de risco.

Quais vacinas são anuais para idosos?

As vacinas contra influenza e COVID-19 são recomendadas anualmente para a população idosa.

Como abordar a recusa familiar à vacinação de um idoso?

A abordagem deve ser dialógica, educativa e empática, buscando esclarecer dúvidas e desmistificar medos sobre os efeitos colaterais, priorizando o bem-estar do idoso.

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