INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
A mãe de uma menina com 2 anos de idade, hígida, comparece à Unidade Básica de Saúde em busca de orientações quanto à atualização da caderneta de vacinas da criança. Relata que sua filha foi imunizada contra a febre amarela aos 6 meses de idade, por ocasião de surto da doença em sua cidade, e que não recebeu nenhuma outra dose da vacina desde então; a família continua morando em área de risco para febre amarela. Para essa criança, é adequado indicar:
Dose < 9 meses → Dose aos 9 meses + Reforço aos 4 anos.
Crianças vacinadas precocemente (6 meses) devido a surtos não têm essa dose contabilizada no esquema rotineiro; devem seguir o calendário padrão de 9 meses e 4 anos.
A vacina contra a febre amarela é composta por vírus vivos atenuados (cepa 17D). No Brasil, a estratégia de vacinação evoluiu de áreas de recomendação para a universalização do território nacional. O caso clínico aborda uma situação comum em saúde pública: a antecipação de doses em cenários epidemiológicos críticos. A imunologia pediátrica sugere que a interferência de anticorpos maternos e a imaturidade do sistema imune em lactentes muito jovens podem reduzir a eficácia a longo prazo de doses aplicadas precocemente. Por isso, o PNI estabelece que qualquer dose aplicada antes do marco de 9 meses deve ser desconsiderada para fins de cronograma habitual, exigindo a dose de rotina e o reforço subsequente para garantir a soroconversão e memória imunológica adequadas.
O esquema atual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a vacina de febre amarela (atenuada) consiste em uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos de idade. Para crianças que iniciam a vacinação após os 5 anos, a recomendação atual é de dose única, embora as diretrizes tenham sofrido atualizações históricas sobre a necessidade de reforços a cada 10 anos.
Doses aplicadas antes dos 9 meses de idade, geralmente em situações de bloqueio vacinal ou surtos epidemiológicos, não são consideradas válidas para o esquema de rotina. Portanto, a criança deve receber a dose padrão aos 9 meses (respeitando o intervalo mínimo de 30 dias da dose anterior) e o reforço programado aos 4 anos.
Sim, por ser uma vacina de vírus vivos atenuados, deve-se respeitar um intervalo de 30 dias entre a vacina da febre amarela e outras vacinas de vírus vivos (como a Tríplice Viral ou Tetraviral) em crianças menores de 2 anos, a menos que sejam aplicadas simultaneamente.
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