SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
D. Rosa, 64 anos, diabética e com descontrole pressórico, veio para a consulta de rotina na USF. Relata ao médico que é acompanhada pelo endocrinologista e pelo cardiologista da Policlínica, mas que não sabe como anda sua glicose, pois apareceu uma ferida na sua perna que não quer cicatrizar. O médico fez o exame minucioso do pé e do ferimento, solicitou exames de rotina, prescreveu medicações para D. Rosa, encaminhou- a ao cirurgião vascular e marcou seu retorno. Após a consulta, o médico conversou com a ACS sobre a importância de acompanhar o agendamento e a realização dos exames e da consulta de D. Rosa, bem como realizar visitas domiciliares. Solicitou ao enfermeiro que orientasse sobre os cuidados com os pés e o ferimento da perna de D. Rosa. Registrou o caso para seu acompanhamento pessoal, incluindo os nomes dos colegas para que pudesse entrar e conversar sobre as condutas a serem indicadas. Quais as vacinas que deveriam ser realizadas, no momento, em D. Rosa, sabendo que a mesma não é vacinada há mais de 10 anos?
Idoso com vacinação atrasada (>10 anos) → dT (reforço) + Hepatite B + Influenza (anual).
Adultos e idosos devem manter o reforço da vacina dT a cada 10 anos. A vacina contra Hepatite B é recomendada para todos os adultos, e a Influenza é anual para o grupo de idosos.
A imunização no idoso e no paciente com doenças crônicas (como DM e HAS) é uma estratégia fundamental de saúde pública para reduzir a morbimortalidade. O calendário vacinal do adulto no Brasil prevê o reforço decenal da vacina dT. A vacina contra Hepatite B, antes restrita a grupos de risco ou faixas etárias jovens, foi universalizada para toda a população. No contexto de feridas crônicas, como a relatada pela paciente, a proteção contra o tétano torna-se ainda mais crítica. Além disso, a vacinação anual contra Influenza é preconizada para todos os indivíduos acima de 60 anos, geralmente realizada em campanhas nacionais para reduzir complicações respiratórias sazonais.
O reforço da vacina dupla tipo adulto (dT), que protege contra difteria e tétano, deve ser administrado a cada 10 anos. Em caso de ferimentos graves ou contaminados, esse intervalo pode ser reduzido para 5 anos, dependendo do histórico vacinal prévio do paciente para garantir proteção adequada contra o tétano.
Sim. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a vacina contra Hepatite B para todas as pessoas, independentemente da idade. O esquema consiste em três doses (0, 1 e 6 meses), sendo fundamental para prevenir a infecção crônica e suas complicações, como cirrose e hepatocarcinoma, especialmente em pacientes que frequentam serviços de saúde.
Além das vacinas de rotina (dT, Hepatite B, Febre Amarela conforme área), pacientes diabéticos têm indicação específica para a vacina Pneumocócica (23-valente) devido ao maior risco de infecções respiratórias graves, além da vacina anual contra Influenza oferecida nas campanhas nacionais.
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