Atualização Vacinal no Adolescente: Guia Prático PNI

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Letícia, uma adolescente de 12 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde acompanhada por sua responsável para revisão do cartão de vacinas. Ao analisar o documento, o enfermeiro observa que a paciente recebeu as seguintes vacinas: três doses de Pentavalente e VIP aos 2, 4 e 6 meses; reforço de VOP e DTP aos 15 meses; duas doses de Hepatite B (ao nascimento e aos 2 meses); uma dose de Febre Amarela aos 9 meses; uma dose de Tríplice Viral aos 12 meses; uma dose de Tetraviral aos 15 meses; uma dose de Hepatite A aos 15 meses; e o esquema de Meningocócica C completo (aos 3, 5 e 15 meses). O registro mostra que a paciente não recebeu nenhuma vacina após os 2 anos de idade. Com base no Calendário Nacional de Vacinação vigente para a idade de Letícia, a conduta mais adequada para a atualização vacinal é aplicar:

Alternativas

  1. A) Uma dose da vacina contra HPV, uma dose da vacina Meningocócica ACWY, uma dose da vacina contra Hepatite B e uma dose da vacina Tríplice Viral, dispensando a aplicação da vacina contra Febre Amarela.
  2. B) Uma dose da vacina contra HPV, uma dose da vacina Meningocócica ACWY, uma dose da vacina contra Febre Amarela e uma dose da vacina dupla adulto (dT), considerando o esquema de Hepatite B como encerrado.
  3. C) Duas doses da vacina contra HPV (esquema 0 e 6 meses), uma dose da vacina Meningocócica ACWY, uma dose da vacina contra Hepatite B e uma dose da vacina contra Febre Amarela.
  4. D) Uma dose da vacina contra HPV, uma dose da vacina Meningocócica ACWY, uma dose da vacina contra Hepatite B, uma dose da vacina contra Febre Amarela e uma dose da vacina dupla adulto (dT).

Pérola Clínica

Adolescente 12 anos: HPV (dose única), MenACWY, reforço dT e completar Hep B/Febre Amarela se atrasadas.

Resumo-Chave

A atualização vacinal do adolescente foca no HPV (agora dose única), MenACWY (11-14 anos) e nos reforços decenais (dT) ou esquemas incompletos de infância.

Contexto Educacional

A vacinação na adolescência é uma oportunidade crítica para garantir a imunidade a longo prazo e introduzir vacinas específicas desta fase. O Calendário Nacional de Vacinação (PNI) brasileiro passou por mudanças recentes, como a simplificação do esquema de HPV para dose única, visando otimizar recursos e cobertura. Além disso, a transição da vacina Meningocócica C para a ACWY no grupo de 11-14 anos reflete a mudança epidemiológica dos sorogrupos circulantes. Na prática da Unidade Básica de Saúde, a revisão do cartão vacinal deve ser minuciosa. Pacientes que não receberam reforços de Febre Amarela ou que possuem esquemas incompletos de Hepatite B devem ser atualizados imediatamente. A vacina dT é essencial para manter níveis protetores contra o tétano acidental e a difteria, sendo o reforço aos 12 anos (considerando o último aos 15 meses) uma conduta padrão para manter o intervalo decenal.

Perguntas Frequentes

Qual a nova recomendação da vacina HPV no Brasil?

Desde abril de 2024, o Ministério da Saúde adotou o esquema de dose única para a vacina HPV no Calendário Nacional de Vacinação. Esta dose é destinada a meninos e meninas de 9 a 14 anos. O objetivo é aumentar a adesão e cobertura vacinal, protegendo contra cânceres de colo do útero, pênis, orofaringe e verrugas genitais, seguindo recomendações da OMS.

Por que aplicar a vacina Meningocócica ACWY aos 12 anos?

A vacina Meningocócica ACWY (conjugada) é indicada pelo PNI para adolescentes de 11 a 14 anos. Ela atua como um reforço ou dose única para ampliar a proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y da Neisseria meningitidis. Adolescentes são importantes reservatórios e transmissores da bactéria, e a vacinação nesta faixa etária ajuda na imunidade de rebanho.

Como atualizar a vacina dT e Febre Amarela?

A vacina dupla adulto (dT - difteria e tétano) deve ter um reforço a cada 10 anos após a última dose da infância (DTP). No caso da Febre Amarela, quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos de idade deve receber um reforço após essa idade. Para Hepatite B, o esquema completo exige 3 doses; se a paciente só tem 2 registros, deve-se aplicar a terceira dose independentemente do intervalo transcorrido.

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