Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Uma criança de 4 anos é atendida em consulta de puericultura. Não apresenta comorbidades e tem esquema vacinal completo até 2 anos. Nesse momento, a recomendação vacinal é indicar reforço de:
Reforço aos 4 anos = DTP (Tríplice Bacteriana) + VOP (Poliomielite Oral).
Aos 4 anos, o PNI recomenda os segundos reforços da DTP e da VOP para manter a imunidade contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece marcos cronológicos cruciais para a manutenção da imunidade coletiva. Aos 4 anos, a criança atinge o período de reforços fundamentais antes do ingresso escolar pleno. A administração da DTP garante a manutenção dos títulos de anticorpos contra Bordetella pertussis, Corynebacterium diphtheriae e Clostridium tetani, cujos níveis tendem a decair após as doses do primeiro ano de vida e o primeiro reforço aos 15 meses. A vigilância epidemiológica e o cumprimento rigoroso do calendário de reforços são as ferramentas mais eficazes para prevenir o ressurgimento de doenças imunopreveníveis. O médico deve estar atento não apenas às doses de 4 anos, mas à oportunidade de atualizar doses perdidas de SCR (Tríplice Viral) e Varicela, assegurando a proteção integral do paciente pediátrico contra surtos locais.
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), aos 4 anos de idade a criança deve receber o segundo reforço da vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) e o segundo reforço da VOP (vacina poliomielite oral). Além dessas, dependendo da atualização do calendário e do histórico, também são indicadas a vacina contra Febre Amarela (se dose única prévia aos 9 meses) e a segunda dose da Varicela (atenuada). É fundamental revisar o cartão vacinal para garantir que doses anteriores de Febre Amarela e SCRV (Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela) foram administradas corretamente conforme a idade.
O esquema primário de vacinação contra a poliomielite no Brasil utiliza a vacina inativada (VIP) aos 2, 4 e 6 meses de vida para garantir segurança e evitar a pólio vacinal. Os reforços aos 15 meses e aos 4 anos são realizados com a vacina oral (VOP), que contribui para a imunidade de rebanho (gastrointestinal), essencial para manter o país livre da circulação do poliovírus selvagem. Embora existam discussões sobre a transição total para o esquema VIP, a VOP ainda desempenha papel estratégico na vigilância epidemiológica nacional.
Sim, conforme as atualizações recentes do PNI, crianças que receberam a primeira dose da vacina contra Febre Amarela aos 9 meses de idade devem receber uma dose de reforço aos 4 anos de idade. Essa medida visa garantir a proteção prolongada contra a doença, especialmente em áreas com recomendação de vacinação ampliada em todo o território nacional. Caso a criança não tenha recebido a dose aos 9 meses, o esquema deve ser atualizado conforme a orientação do profissional de saúde na unidade básica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo