SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
O componente mais comum dos cálculos urinários é o cálcio, que é constituinte principal de quase 80% das pedras. Oxalato de cálcio compõe cerca de 60% de todos os cálculos, oxalato de cálcio misto e hidroxiapatita 20% e os cálculos de brushite 2%. Qual é a anormalidade mais comum identificada em formadores de cálculos de cálcio?
Cálculos de cálcio: a hipercalciúria é a anormalidade metabólica MAIS comum em formadores de cálculos.
A maioria dos cálculos urinários é composta por cálcio, sendo o oxalato de cálcio o tipo mais frequente. A anormalidade metabólica mais comum associada à formação de cálculos de cálcio é a hipercalciúria, que pode ser idiopática ou secundária a outras condições.
A nefrolitíase, ou formação de cálculos urinários, é uma condição comum e recorrente, com uma prevalência crescente. Compreender a composição e a etiologia dos cálculos é fundamental para a prevenção e o tratamento eficazes. A grande maioria dos cálculos (cerca de 80%) é composta por cálcio, sendo o oxalato de cálcio o tipo mais prevalente, seguido pelo fosfato de cálcio (hidroxiapatita) e, menos frequentemente, pela brushita. A fisiopatologia da formação de cálculos de cálcio envolve a supersaturação da urina com sais de cálcio, que precipitam e formam cristais. A anormalidade metabólica mais comum identificada em formadores de cálculos de cálcio é a hipercalciúria, que pode ser idiopática (sem causa aparente) ou secundária a condições como hiperparatireoidismo primário, acidose tubular renal ou doenças granulomatosas. Outros fatores incluem hiperoxalúria, hipocitratúria e hiperuricosúria, que também contribuem para a formação de cálculos. O diagnóstico da causa subjacente envolve uma avaliação metabólica completa, incluindo exames de sangue e urina de 24 horas. O tratamento e a prevenção são direcionados à correção das anormalidades metabólicas identificadas, como aumento da ingestão hídrica, modificações dietéticas (restrição de sódio e proteínas animais, ingestão adequada de cálcio) e, em alguns casos, uso de diuréticos tiazídicos para reduzir a excreção urinária de cálcio. O prognóstico é melhor com a identificação e manejo das causas metabólicas, reduzindo a recorrência dos cálculos.
O componente mais comum dos cálculos urinários é o cálcio, presente em quase 80% das pedras, principalmente na forma de oxalato de cálcio (cerca de 60%) e fosfato de cálcio (hidroxiapatita).
Hipercalciúria é a excreção excessiva de cálcio na urina. Isso aumenta a supersaturação da urina com cálcio, favorecendo a precipitação de cristais de oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio, que podem se agregar e formar cálculos.
Além da hipercalciúria, outras anormalidades incluem hiperoxalúria (excreção excessiva de oxalato), hipocitratúria (baixa excreção de citrato, um inibidor da cristalização), e hiperuricosúria (excreção excessiva de ácido úrico, que pode servir como núcleo para cálculos de cálcio).
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