Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Com relação aos cálculos de estruvita, é correto afirmar:
Cálculos de estruvita: associados a ITU por bactérias produtoras de urease (ex: Proteus) → pH urinário alcalino e alta morbimortalidade.
Cálculos de estruvita são formados por fosfato amoníaco magnesiano e carbonato de apatita, resultantes de infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease (como Proteus spp.), que alcalinizam a urina. Devido à sua rápida formação e potencial para crescerem como cálculos coraliformes, estão associados a significativa morbimortalidade se não tratados adequadamente.
Os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos ou de fosfato amoníaco magnesiano, representam uma forma complexa de urolitíase, correspondendo a cerca de 10-15% de todos os cálculos renais. Sua importância clínica reside na associação direta com infecções do trato urinário (ITU) por bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis, e no potencial de causar morbimortalidade significativa. São mais comuns em mulheres e em pacientes com anomalias anatômicas do trato urinário ou cateterismo crônico. A fisiopatologia envolve a hidrólise da ureia pela urease bacteriana, que resulta na formação de amônia e dióxido de carbono. A amônia, ao se combinar com íons hidrogênio, eleva o pH urinário (geralmente acima de 7,0), criando um ambiente propício para a precipitação de fosfato amoníaco magnesiano e carbonato de apatita. Esses cálculos podem crescer rapidamente, formando grandes massas que preenchem o sistema coletor renal, conhecidas como cálculos coraliformes. O diagnóstico é feito por exames de imagem (tomografia computadorizada) e análise da urina, que tipicamente mostra pH alcalino, piúria e bacteriúria. O tratamento dos cálculos de estruvita é desafiador e envolve a remoção do cálculo (geralmente por nefrolitotomia percutânea ou ureteroscopia) e a erradicação da infecção. O tratamento antibiótico isolado não é suficiente, pois as bactérias persistem dentro do cálculo. A prevenção de recorrências inclui o controle de ITUs e, em alguns casos, o uso de inibidores de urease. A falha no tratamento pode levar a complicações graves como sepse, pielonefrite crônica e insuficiência renal, justificando a significativa morbimortalidade associada a essa condição.
As bactérias mais comumente associadas aos cálculos de estruvita são as produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. A urease hidrolisa a ureia, elevando o pH urinário e facilitando a precipitação dos cristais.
Os cálculos de estruvita são compostos principalmente por fosfato amoníaco magnesiano (MgNH4PO4·6H2O) e, frequentemente, carbonato de apatita. Sua formação está diretamente ligada à alcalinização da urina causada por infecções bacterianas.
A alta morbimortalidade dos cálculos de estruvita deve-se à sua capacidade de crescer rapidamente, formando cálculos coraliformes que preenchem o sistema coletor renal, e à sua associação com infecções crônicas. Isso pode levar a pielonefrite recorrente, sepse, insuficiência renal e necessidade de cirurgias complexas.
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