HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Infecções urinárias por bactérias produtoras de urease (Proteus e Klebsiella) ocasionam cálculos urinários de
Bactérias urease-positivas (Proteus, Klebsiella) → pH urinário alcalino → cálculos de estruvita (magnésio, amônia, fosfato).
Infecções do trato urinário por bactérias que produzem urease, como Proteus e Klebsiella, hidrolisam a ureia em amônia e dióxido de carbono. A amônia alcaliniza a urina, favorecendo a precipitação de íons magnésio, amônio e fosfato, formando os cálculos de estruvita.
Os cálculos de estruvita, também conhecidos como cálculos infecciosos ou de fosfato amoniano magnesiano, representam cerca de 10-15% de todos os cálculos urinários. São particularmente importantes devido à sua rápida formação e potencial para causar danos renais significativos, sendo mais comuns em mulheres e pacientes com anomalias anatômicas do trato urinário. A fisiopatologia central envolve a ação de bactérias produtoras de urease, como Proteus spp. e Klebsiella spp., que alcalinizam a urina ao converter ureia em amônia. Esse ambiente de pH elevado promove a precipitação de íons magnésio, amônio e fosfato, levando à formação de cálculos que frequentemente preenchem o sistema coletor renal, formando cálculos coraliformes. O diagnóstico é suspeitado pela história de infecções urinárias recorrentes e confirmado por exames de imagem e análise do cálculo. O tratamento envolve a remoção cirúrgica do cálculo, geralmente por nefrolitotomia percutânea, e o controle da infecção com antibióticos. A prevenção de recorrências é crucial e inclui a erradicação da infecção e, em alguns casos, o uso de inibidores da urease. A compreensão desses mecanismos é vital para o manejo adequado e a prevenção de complicações graves em pacientes.
As bactérias mais associadas são as produtoras de urease, como Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e algumas espécies de Staphylococcus.
A urease bacteriana hidrolisa a ureia em amônia e CO2, elevando o pH urinário. Isso favorece a precipitação de magnésio, amônio e fosfato, formando o cálculo.
A presença de infecção urinária recorrente por bactérias urease-positivas e um pH urinário persistentemente alcalino são fortes indicativos. A análise do cálculo confirma a composição.
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