Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Os cálculos coraliformes estão frequentemente associados a infecções urinárias de repetição. Qual o tratamento preconizado e o agente bacteriano mais comumente associado a este tipo de infecção?
Cálculo coraliforme = Proteus mirabilis + nefrolitotripsia percutânea (NLPC).
Cálculos coraliformes são tipicamente cálculos de estruvita (fosfato amônio magnesiano), formados em urina alcalina por bactérias produtoras de urease, como o Proteus mirabilis. O tratamento de escolha é a nefrolitotripsia percutânea (NLPC), devido ao grande volume e complexidade desses cálculos.
Os cálculos coraliformes, também conhecidos como cálculos de estruvita ou cálculos infecciosos, são uma forma complexa de urolitíase que preenche parcial ou totalmente o sistema coletor renal, assumindo a forma dos cálices e da pelve renal. Eles estão intrinsecamente ligados a infecções do trato urinário (ITU) de repetição, causadas por bactérias produtoras de urease. O Proteus mirabilis é o agente bacteriano mais comumente associado à formação desses cálculos. Essa bactéria produz urease, uma enzima que hidrolisa a ureia em amônia e dióxido de carbono, resultando na alcalinização da urina. A urina alcalina favorece a precipitação de fosfato amônio magnesiano (estruvita) e carbonato de cálcio, que formam o cálculo, criando um ciclo vicioso de infecção e crescimento do cálculo. Devido ao grande volume e à complexidade anatômica dos cálculos coraliformes, a nefrolitotripsia percutânea (NLPC) é o tratamento de escolha. A NLPC permite a fragmentação e remoção direta dos cálculos através de um acesso percutâneo ao rim, com altas taxas de sucesso na obtenção de um paciente 'livre de cálculos' e na erradicação da infecção. Outras opções, como a litotripsia extracorpórea (LECO), são menos eficazes para grandes volumes e podem exigir múltiplas sessões, com maior risco de fragmentos residuais.
Cálculos coraliformes são cálculos renais grandes que preenchem o sistema coletor renal, assumindo a forma dos cálices e da pelve renal. Eles são frequentemente de estruvita, formados por bactérias produtoras de urease (como Proteus mirabilis) que alcalinizam a urina, favorecendo a precipitação de cristais e infecções de repetição.
A nefrolitotripsia percutânea (NLPC) é o tratamento de escolha devido à alta carga lítica e à complexidade dos cálculos coraliformes. Ela permite a remoção de grandes fragmentos de forma eficaz, com altas taxas de sucesso e menor risco de fragmentos residuais em comparação com outras técnicas, sendo a mais eficiente.
As bactérias mais comumente associadas à formação de cálculos de estruvita são as produtoras de urease, que hidrolisam a ureia em amônia e dióxido de carbono, alcalinizando a urina. O Proteus mirabilis é o agente mais frequente, seguido por Klebsiella, Pseudomonas e Staphylococcus.
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