UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Paciente de 34 anos, masculino, chega ao pronto socorro com queixa de dor lombar esquerda de intensidade 10/10 iniciada há 8 horas que vem apresentando piora progressiva, e irradiou-se para região escrotal e face interna da coxas ipslaterais. Apresentou dois episódios de vômitos e hematúria macroscópica. Nega febre. A dor permanece apesar do uso de analgesia opioide. Ao exame, apresenta temperatura 36,5°C, PA. 120x80 mmHg, pulso 80bpm, fr 15irpm, abdômen plano, flácido, indolor, Giordano negativo. Realizou exames laboratoriais: hemograma normal, creatinina 0,8 mg/dL, PCR 31 mg/L, sumário de urina com incontáveis hemácias. Realizou tomografia computadorizada de abdômen que mostrou cálculo ureteral à esquerda medindo 0,4cm, causando moderada Uretero hidronefrose amontante. Diante deste quadro, qual a melhor conduta:
Cálculo ureteral < 0,5 cm sem infecção/obstrução grave → Terapia medicamentosa expulsiva inicial.
Cálculos ureterais pequenos (geralmente < 0,5-0,6 cm) têm alta chance de expulsão espontânea. A terapia medicamentosa expulsiva, com alfa-bloqueadores e AINEs, é a conduta inicial preferencial, mesmo com dor intensa, desde que não haja sinais de infecção ou obstrução refratária.
A urolitíase, ou cálculo renal, é uma condição comum que se manifesta frequentemente como cólica renal aguda, uma das dores mais intensas que um paciente pode experimentar. A dor é tipicamente lombar, irradiando para flanco, abdome inferior e genitália, acompanhada por náuseas, vômitos e hematúria. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdome, que identifica o tamanho e a localização do cálculo. Para cálculos ureterais pequenos (geralmente < 0,5-0,6 cm), a conduta inicial é a terapia medicamentosa expulsiva. Esta abordagem visa facilitar a passagem espontânea do cálculo e controlar a dor. Inclui o uso de alfa-bloqueadores (como a tansulosina) para relaxar o ureter e AINEs para analgesia e redução do edema. A hidronefrose moderada e a dor intensa, por si só, não são indicações absolutas para intervenção cirúrgica imediata em cálculos pequenos, desde que não haja sinais de infecção ou obstrução refratária. É crucial diferenciar os casos que necessitam de intervenção urgente (cálculos grandes, infecção associada, obstrução grave com comprometimento renal) daqueles que podem ser manejados conservadoramente. Residentes devem dominar o algoritmo de tratamento da cólica renal, priorizando o controle da dor e a avaliação de complicações, antes de escalar para procedimentos invasivos.
Os medicamentos mais utilizados são os alfa-bloqueadores (como a tansulosina), que relaxam a musculatura lisa do ureter, e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para controle da dor e redução do edema ureteral.
A intervenção cirúrgica é indicada para cálculos maiores (>0,6-1 cm), cálculos que não são expelidos após um período de terapia medicamentosa, dor refratária, obstrução grave com risco de lesão renal, ou sinais de infecção associada (pielonefrite obstrutiva).
Sinais de alerta incluem febre, calafrios (sugerindo infecção), anúria (obstrução bilateral ou em rim único), dor incontrolável apesar de analgesia adequada, e deterioração da função renal.
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