HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Para avaliara segurança do uso de um quimioterápico A, em pacientes com câncer de pulmão, um ensaio clinico foi realizado comparando com outro quimioterápico B. Após 12 meses de acompanhamento a mortalidade de quem usou A foi de 33% e quem sou B foi de 38%. Calcule o Risco Relativo, cujo P=0,07
Risco Relativo (RR) = Risco no grupo exposto / Risco no grupo não exposto. P-valor indica significância, não magnitude.
O Risco Relativo (RR) é uma medida de associação que compara a incidência de um desfecho entre dois grupos. Um RR < 1 indica que o risco no grupo exposto é menor que no grupo não exposto. O P-valor informa sobre a significância estatística, mas não é usado no cálculo direto do RR.
O Risco Relativo (RR) é uma das medidas de associação mais utilizadas em epidemiologia e ensaios clínicos, fundamental para avaliar a força da relação entre uma exposição (como um tratamento) e um desfecho (como mortalidade). Ele é calculado dividindo a incidência do desfecho no grupo exposto pela incidência no grupo não exposto, fornecendo uma estimativa direta do risco relativo de um evento. Sua compreensão é vital para a interpretação de resultados de pesquisa e tomada de decisões clínicas. Para residentes, dominar o cálculo e a interpretação do RR é essencial, especialmente ao analisar a eficácia e segurança de novas terapias. Um RR menor que 1 indica que a exposição (tratamento A) está associada a um risco reduzido do desfecho (mortalidade), enquanto um RR maior que 1 indica um risco aumentado. O P-valor, por sua vez, complementa essa informação, indicando a probabilidade de que a diferença observada seja devido ao acaso, mas não deve ser confundido com a magnitude do efeito. Na prática clínica, a aplicação do RR permite comparar tratamentos e informar pacientes sobre os benefícios e riscos potenciais. É importante considerar não apenas o valor do RR, mas também o intervalo de confiança e o contexto clínico, para uma avaliação completa e embasada da evidência científica.
O Risco Relativo é calculado dividindo-se o risco de um desfecho no grupo de intervenção (exposto) pelo risco do mesmo desfecho no grupo controle (não exposto). Ele quantifica o quão mais ou menos provável é o desfecho no grupo exposto em comparação ao controle.
O Risco Relativo é crucial para comparar a segurança ou eficácia de diferentes quimioterápicos, indicando se um tratamento aumenta ou diminui o risco de um evento (como mortalidade) em relação a outro. Valores abaixo de 1 sugerem um efeito protetor ou menor risco.
Um P-valor de 0,07 significa que há 7% de chance de observar os resultados obtidos (ou resultados mais extremos) se não houvesse diferença real entre os tratamentos. Tradicionalmente, P < 0,05 é considerado estatisticamente significativo, então 0,07 estaria no limite da não significância, dependendo do nível alfa pré-definido.
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