UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Foi realizado um estudo epidemiológico para conhecer o perfil de mortalidade infantil indígena e observaram-se 254 óbitos em crianças menores de um ano, notificadas ao Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena, no estado do Pará, no período de 2013 a 2018. Dos óbitos, 89 ocorreram entre o nascimento e seis dias, 29 foram entre sete e 27 dias, e 136 aconteceram no período de 28 a 364 dias de vida. Cento e trinta e sete óbitos (n=137) ocorreram em hospitais e as três principais causas foram: afecções perinatais (n=69), doenças do aparelho respiratório (n=48) e doenças infecciosas e parasitárias (n=40). O estudo também encontrou diferenciais na distribuição dos óbitos de acordo com as etnias. ASSINALE A ALTERNATIVA EM RELAÇÃO À PROPORÇÃO DE ÓBITOS NO PERÍODO NEONATAL TARDIO, A PROPORÇÃO DE MORTES POR INFECÇÕES PERINATAIS, E A PROPORÇÃO DE ÓBITOS FORA DO AMBIENTE HOSPITALAR:
Mortalidade infantil: Neonatal tardio (7-27 dias), Neonatal precoce (0-6 dias), Pós-neonatal (28-364 dias).
A questão exige o cálculo de proporções específicas de mortalidade infantil. É crucial identificar corretamente os períodos (neonatal precoce, neonatal tardio, pós-neonatal) e as categorias de óbitos (causas, local) para aplicar as fórmulas de porcentagem sobre o total de óbitos.
A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde pública e desenvolvimento social. Sua análise detalhada, incluindo a estratificação por períodos (neonatal precoce, tardio e pós-neonatal) e causas, permite identificar as principais vulnerabilidades e direcionar políticas de saúde eficazes. Em populações específicas, como a indígena, a compreensão dos padrões de mortalidade é ainda mais crítica devido às particularidades culturais, geográficas e de acesso aos serviços de saúde. O cálculo de proporções é uma ferramenta epidemiológica fundamental para quantificar a magnitude de eventos de saúde. No contexto da mortalidade infantil, calcular a proporção de óbitos em diferentes períodos ou por causas específicas ajuda a entender a carga de cada problema e a eficácia das intervenções. A distinção entre óbitos hospitalares e extra-hospitalares também aponta para a qualidade e a cobertura da assistência médica disponível. Para residentes, dominar esses cálculos e a interpretação dos dados é essencial para a prática em saúde coletiva, gestão de programas de saúde e planejamento de ações preventivas e curativas. A questão aborda diretamente a capacidade de aplicar conhecimentos epidemiológicos básicos a um cenário real e complexo, como a saúde indígena.
O período neonatal tardio refere-se aos óbitos ocorridos entre o 7º e o 27º dia de vida de uma criança. É uma subdivisão do período neonatal, que vai do nascimento até os 27 dias completos.
As principais causas de mortalidade infantil no Brasil incluem afecções originadas no período perinatal, malformações congênitas, doenças infecciosas e parasitárias, e doenças do aparelho respiratório, com variações regionais e étnicas.
A análise da mortalidade fora do ambiente hospitalar é crucial para identificar falhas no acesso aos serviços de saúde, na qualidade da atenção primária e na detecção precoce de condições que poderiam ser tratadas em ambiente hospitalar, especialmente em populações vulneráveis como a indígena.
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