CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Um paciente com estrabismo tem seu desvio anulado utilizando-se um prisma de base temporal com 4 DP e um prisma de base inferior de 3 DP sobre os seus óculos. Para a prescrição de um único prisma oblíquo, qual é a dioptria prismática resultante?
Prisma resultante = √(Horizontal² + Vertical²).
Para prescrever um único prisma oblíquo que substitua dois prismas (um horizontal e um vertical), utiliza-se o Teorema de Pitágoras para encontrar a dioptria resultante.
O cálculo de prismas é fundamental na prática oftalmológica para o manejo de estrabismos complexos. Quando um paciente apresenta um componente horizontal e um vertical, a prescrição de dois prismas separados pode tornar a lente pesada e esteticamente indesejável. A conversão para um prisma oblíquo único simplifica a montagem dos óculos. Além da magnitude (dioptria), a prescrição de um prisma oblíquo exige o cálculo do eixo (direção da base), que é obtido através de funções trigonométricas (tangente do ângulo = vertical/horizontal). Compreender a óptica geométrica por trás dos prismas permite ao médico residente otimizar o conforto visual do paciente e a precisão do tratamento não cirúrgico.
A força de um prisma oblíquo que resulta da combinação de um prisma horizontal e um vertical é calculada através da resultante vetorial. Utiliza-se a fórmula da hipotenusa de um triângulo retângulo: R² = H² + V², onde R é a dioptria resultante, H é a dioptria horizontal e V é a dioptria vertical. No caso de 4 DP horizontais e 3 DP verticais, a resultante é a raiz quadrada de 16 + 9, totalizando 5 DP.
Os prismas são indicados principalmente para neutralizar diplopia em desvios de pequena a moderada magnitude, em pacientes com potencial de fusão binocular, ou como teste pré-operatório para avaliar o risco de diplopia pós-cirúrgica. Eles não corrigem a causa do desvio, mas deslocam a imagem para a fóvea do olho desviado.
A base do prisma indica para onde a luz será desviada (em direção à base) e, consequentemente, para onde a imagem será deslocada (em direção ao ápice). No estrabismo, a base deve ser posicionada de forma oposta ao desvio: base temporal para exodesvios e base inferior para hiperdesvios do olho em questão.
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