UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Um exame diagnóstico com 80% de sensibilidade e 90% de especificidade, quando aplicado a um grupo de mil pessoas, resultou em 170 resultados positivos. Qual a prevalência da doença naquelas mil pessoas?
Prevalência = (VP + FN) / Total. Use sensibilidade e especificidade para calcular VP e FP a partir dos resultados positivos.
Para calcular a prevalência, é necessário determinar o número de verdadeiros positivos (VP) e falsos positivos (FP) a partir dos 170 resultados positivos, e então inferir o número de verdadeiros negativos (VN) e falsos negativos (FN) para encontrar o total de doentes. Neste caso, a prevalência é de 10%.
A prevalência é uma medida epidemiológica fundamental que descreve a proporção de indivíduos em uma população que possuem uma doença ou condição em um momento específico. Para calculá-la a partir de resultados de testes diagnósticos, é imprescindível considerar as características intrínsecas do teste: sua sensibilidade e especificidade. A sensibilidade de um teste é a proporção de verdadeiros positivos entre os indivíduos doentes, enquanto a especificidade é a proporção de verdadeiros negativos entre os indivíduos saudáveis. Ao aplicar um teste a uma população, os resultados positivos incluem tanto os verdadeiros positivos quanto os falsos positivos. Da mesma forma, os resultados negativos incluem os verdadeiros negativos e os falsos negativos. Para calcular a prevalência, é necessário construir uma tabela 2x2 (doença vs. teste) e usar as informações fornecidas. Se 1000 pessoas foram testadas e 170 deram positivo, e sabemos que a sensibilidade é 80% e a especificidade é 90%, podemos montar equações para encontrar o número de doentes (D) e não doentes (ND). VP = 0.80 * D; FP = 0.10 * ND (já que especificidade é 90%, 10% são falsos positivos). VP + FP = 170 e D + ND = 1000. Resolvendo, encontramos D = 100. Portanto, a prevalência é 100/1000 = 0.10 ou 10%.
A sensibilidade (capacidade de identificar doentes) e a especificidade (capacidade de identificar não doentes) são cruciais para determinar o número real de doentes e não doentes a partir dos resultados de um teste, permitindo calcular a prevalência.
A prevalência é calculada como o número total de casos de uma doença em uma população em um determinado momento, dividido pelo número total de pessoas na população nesse mesmo momento.
Um falso positivo ocorre quando um teste indica doença em uma pessoa saudável. Ele infla o número de resultados positivos e, sem considerar a especificidade, pode levar a uma superestimação da prevalência real da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo